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Educação ruim entrava desenvolvimento do Brasil

Principal exame sobre educação do planeta, o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA, na sigla em inglês) reafirma uma dura realidade brasileira: a educação brasileira vai mal. E esse desempenho ruim é um dos fatores que entravam o desenvolvimento do país. O PISA tem o aval da OCDE, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, que tem um óbvio olhar para os fatores econômicos. Para a OCDE, a educação é fundamental. E nesse fundamental o Brasil está estagnado há uma década.

Os dados do PISA agora divulgados são referentes a 2018 e revelam que dois terços dos brasileiros com 15 anos não conseguem efetuar as operações básicas de matemática. Mas não é só em matemática que o estudante brasileiro vai mal: a avaliação mostra notas médias baixas nas duas outras avaliações do exame – leitura e conhecimentos de ciências.

No caso de matemática, a média alcançada pelos estudantes brasileiros é de 384, em uma escala que vai até 1.000, colocando o Brasil entre as posições 72 e 74, em uma lista de 77 países analisados. Já na avaliação do nível de leitura, a média é de 413, deixando o país em uma posição entre 58º e 60º lugar. Já no conhecimento de ciência, a média de 404 pontos leva o Brasil para a faixa entre as posições de número 66 e 68. Para mostrar a estagnação, o desempenho em matemática tem dois pontos a menos que o de 2009 (era 386, caiu para 384), assim como o conhecimento em ciências registra um ponto a menos (de 405 para 404). Por outro lado, o nível de leitura subiu um ponto: tinha média de 412 em 2009 e passou para 413, em 2018.
 

Europa e Ásia dominam cenário

 Uma das explicações para o desenvolvimento da Ásia no cenário global é o investimento em educação. O resultado do PISA mostra que o desempenho dos países asiáticos é muito bom: entre os dez primeiros, são cinco europeus e cinco asiáticos, levando-se em conta que é feita avaliação separada para China, Macau e Hong Kong. O “top ten” inclui ainda Singapura e Coréia do Norte. Além desses cinco, a Ásia ainda emplaca mais dois (Japão e Taipei) entre os 30 melhores, onde também está a Austrália (pela Oceania). Fora esses oito, os 22 restantes dos 30 principais são europeus.

O latino-americano melhor posicionado é o Chile, que sequer está na primeira metade da lista: é 43º colocado entre os 77 avaliados. Depois vêm Uruguai (48º), Costa Rica (49º) e México (53º). O Brasil é o seguinte da lista entre os latino-americanos, superando Colômbia, Argentina, Peru e República Dominicana, que também são avaliados.