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Fundo Eleitoral de 2020 será 47% maior que o de 2018

Na reta final do ano legislativo, o Congresso ainda tem algumas preocupações. Por exemplo: o plenário do Senado deve votar ainda hoje a PEC sobre a prisão após condenação em 2ª instância. Mas a maior atenção está mesmo depositada na aprovação do Orçamento da União para 2020, e dentro desse emaranhado de números que define os rumos do dinheiro público, deputados e senadores olham com muita atenção para o valor que caberá ao Fundo Eleitoral. O Fundo é a grana pública que os partidos terão para gastar na eleição do ano que vem.

O governo gostaria de manter os valores do ano passado (que foi de R$ 1,7 bilhão). Mas os parlamentares desenharam um cenário bem diferente: querem mais do dobro, ou mais precisamente R$ 3,8 bilhões para o custeio direto das campanhas. Essa grana seria rateada por cerca de 35 partidos. A reação na equipe econômica do governo foi negativa. Mas não pode simplesmente chegar e dizer “não dou” os R$ 3,8 bi, já que os parlamentares podem definir por eles mesmos na votação do Orçamento. Daí, o jeito é negociar e buscar um valor mais palatável.

As discussões entre lideranças do governo e do Congresso está encaminhando as duas partes para um outro valor. Nem R$ 3,8 bi, tampouco os R$ 1,7 bi. O número que deve ser sacramentado por esse entendimento é um redondo R$ 2,5 bilhões. O aumento de 800 milhões representará um incremento de 47% em relação às eleições de 2018. Ou seja: uma variação de umas oito vezes a inflação acumulada de 2018 e 2019.

E tudo isso saindo dos cofres públicos.

O único consolo: poderia ser pior. Confira abaixo como seria a distribuição do Fundo Eleitoral, caso permanecesse o valor total de R$ 3,8 bilhões.