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Ano acaba com sinais de reaquecimento e bom 2020 na economia

O ano de 2019 vai chegando ao fim com sinais que trazem a sensação de que 2020 será bem melhor no tocante à economia, com amplo otimismo entre os analistas e atores econômicos. Os dados mais positivos parecem ser mesmo o nível de confiança em alta tanto entre investidores como entre os consumidores, o que se reflete de um lado no desempenho da bolsa (os investidores estão indo pra lá) e, de outro, no crescimento dos financiamentos de bens como automóveis (os consumidores estão comprando).

A análise positiva está na boca de quase todos os analistas. Um deles, que não chega a ser exatamente um entusiasta com o governo Bolsonaro, é Alexandre Schwartsman, que foi presidente do Banco Central. Ele acredita que os sinais são muito consistentes, e mostra como tradutor dessa boa perspectiva o desempenho do setor de serviço, que tem um peso muito grande na economia. Além disso, festeja os juros em queda e até avalia que ainda há espaço para a taxa Selic baixar dos atuais 4,5%.

De qualquer forma, os seguidos cortes na taxa Selic têm gerado reflexos na ponta, criando um cenário mais propício à prática de juros mais baixos, o que estimula o consumo.
 

Os indicadores dos novos ares

Confira os principais indicadores que geram o clima de otimismo em relação a 2020.

Financiamento de automóvel: Em novembro, foram financiados mais de 526 mil automóveis, o melhor desempenho para o mês desde 2014. Para se ter uma ideia, em novembro de 2015 foram 405 mil financiamentos (dados da B3). O crescimento mostra confiança do consumidor final no futuro e capacidade de compra.
Bolsa: o investidor também mostra confiança e vai à Bolsa. A B3 (Bolsa de São Paulo) bateu mais um recorde, chegando a 112 mil pontos – o que significa um valor recorde negociado.
Dólar: voltou a cair, em mais um passo contrário à desvalorização do Real. Também traduz a confiança do investidor na economia interna.
Juros: a Selic está no menor nível da história, a 4,5%. E a Selic tem importância pelo impacto tanto junto aos investidores quanto no que diz respeito aos consumidores finais. A Caixa já baixou os juros para o consumidor final e outros bancos devem seguir o mesmo caminho. Vale lembrar, juro baixo normalmente gera consumo.
Analistas: há uma leitura quase comum sobre as perspectivas para 2020, apontando para um desempenho positivo do PIB que alguns enxergam acima de 2,5%. Alexandre Schwartsman, ex-presidente do BC, é só um desses analistas otimistas.
Consumo: O consumo está ganhando fôlego. Até mesmo os problemas com a carne têm a ver com isso: além do incremento das exportações e problemas climáticos, o aquecimento do mercado interno também pressiona os preços dos cortes bovinos.