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Flávio Nogueira espera para fevereiro definição partidária

O deputado federal Flávio Nogueira espera para o mês de fevereiro uma definição sobre sua relação com o PDT. Vale lembrar, Flávio e a direção do partido se confrontam desde o mês de julho do ano passado, quando o deputado piauiense votou a favor da reforma da Previdência, em posição contrária à orientação da Executiva do PDT. Ele e mais 7 deputados do partido foram taxados de infiéis e, em seguida, suspensos de suas atividades partidárias, inclusive deixando de representar a sigla em comissões do Legislativo.

Em outubro a Executiva do partido encerrou a suspensão. Mesmo assim, o clima de animosidade permanece e Flávio Nogueira aguarda decisão do TSE para garantir a desfiliação sem gerar problemas como a perda de mandato. A amigos próximos do parlamentar têm dito que “o que ele mais quer” é essa desfiliação. A decisão do TSE deve acontecer no próximo mês. Caso fique realmente livre, o destino do deputado está encaminhado: filiação ao Republicanos, antigo PRB, aqui no Piauí comandado pelo deputado Gessivaldo Isaias.

O deputado mantém uma série de divergências com a direção nacional do PDT, muito além da reforma da Previdência. As diferenças acontecem especialmente na ideia sofre o formato do Estado: a direção do PDT é mais estatista (o Estado forte) e Flávio Nogueira tem uma visão que deseja a diminuição do estado, com viés mais liberal.

A saída do PDT parece ser um caminho natural, ante as divergências.
 

Flávio Júnior também pede para ser expulso

Não é só o deputado federal Flávio Nogueira que deseja ser expulso pelo partido. Também o filho, deputado estadual Flávio Nogueira Júnior – atualmente ocupando a Secretaria de Turismo – quer que o partido o expulse. Isso porque, na prática, ele está sendo completamente excluído das ações do partido a ponte de ser formada uma Comissão Provisória sem que o parlamentar sequer fosse ouvido.

O problema é que a direção não quer a expulsão, e assim Flávio Júnior não pode fazer opção por nenhum outro partido, sob pena de perda de mandato. O estranho nisso tudo é que a estrutura do partido no interior é toda ligada aos dois Flavios Nogueira, sem vínculos com o comando provisório constituído a partir da intervenção da direção nacional, na sequência do processo da Executiva contra o deputado federal.