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Gustavo Canuto pode ser primeira mudança no ministério este ano

Foto Divulgação / Agência Brasil

Gustavo Canuto: ministro pode ser um dos primeiros a deixar governo neste ano de 2020

O ministro de Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, está no topo da lista dos nomes que podem deixar a Esplanada do Ministério neste início de ano. Há expectativa em Brasília de que essas mudanças aconteçam nas próximas semana e podem alterar pelo menos uns dois ou três nomes do ministério do presidente Jair Bolsonaro. Auxiliares próximos ao presidente da República dizem que há muitos ministros que dão mais satisfação ao Centrão que ao Planalto.

Canuto estaria nessa conta. Vale lembrar, Gustavo Canuto é um servidor público de carreira que já tinha ocupado a função que corresponderia a uma espécie de “vice-ministro” no extinto Ministério da Integração Nacional. O Ministério do desenvolvimento Regional assumiu as funções da pasta extinta. E Canuto, que é paranaense, se tornou o titular através de um viés técnico. Esse viés está sendo bombardeado internamente, já que o ministro é criticado por ter uma ação política que estaria em dissonância com o próprio presidente. O bombardeio é antigo - e Canuto ainda em julho chegou a ser considerado "com os dias contatos".

Sobreviveu na época. Mas pode cair mesmo agora. Outros nomes também estão no centro das discussões sobre as mudanças no ministério, entre eles o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, e o titular da pasta da Educação, Abraham Weintraub. Onyx perdeu muito espaço no governo e nem sempre se mostrou um grande articulador com o Congresso. Além disso, é considerado muito vinculado ao Centrão, o grupo de partidos que pautam seu apoio aos governos a uma relação considerada fisiológica. Já no caso de Weintraub, pesa contra ele o amplo desgaste com o setor da educação no país, em especial as universidades.

Nesse aspecto, o ministro da Educação é uma espécie de unanimidade: desagradou a todos.
 

Abraham Weintraub sobrevive

O amplo desgaste do ministro Abraham Weintraub com os mais diversos segmentos do campo da educação não quer dizer necessariamente que ele vá perder o cargo. Sim, ele é um dos nomes da lista de possíveis mudanças. Mas tem seus trunfos, a começar pela relação com o núcleo duro do governo, incluindo o grupo familiar do presidente Jair Bolsonaro. “Se eu fosse apostar, apostaria na queda do Gustavo Canuto antes da saída do Weintraub”, disse à coluna um interlocutor do governo com trânsito no Palácio do Planalto.

As brigas que o ministro da Educação compra traduzem em grande medida o que o próprio presidente abraça desde antes da campanha de 2018. É verdade, no entanto, que o ministro não é mais unanimidade dentro do próprio governo: tem sérias restrições dentro do Ministério da Economia. Mas isso pode representar pouco ante o ainda significativo respaldo que encontra no Palácio do Planalto. Enquanto o núcleo Bolsonaro não mudar de opinião, Weintraub tende a ficar onde está.