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Firmino busca nome que seja ‘continuidade sem continuísmo’

O prefeito Firmino Filho (PSDB) está finalizando uma série de sondagens para definir o que, na cabeça do eleitor, é determinante na escolha do futuro ocupante do Palácio da Cidade. Mas antes mesmo de ter em mãos dados qualitativos, Firmino sabe que há um sentimento forte na população que cobra uma espécie de upgrade. Ou seja: a aprovação da gestão é um ingrediente importante, mas verifica-se uma tendência à cobrança de um gestor que dê um passo a mais. No linguajar utilizado dentro do Palácio da Cidade, diz-se que a ideia é apostar na “continuidade sem continuísmo”.

Outro termo para definir a busca do candidato ideal passa por uma ideia de “renovação dentro de casa”. Isto é: uma mudança para seguir com o modelo. Esse pensamento Firmino carrega há algum tempo, e aproximava a escolha de Washington Bonfim. A ida de do ex-secretário para São Paulo freou essa aproximação. E agora o prefeito faz qualitativas para verificar o peso de alguns critérios considerados fundamentais. Essa percepção popular se junta às avaliações internas, sobre critérios não mensuráveis pelo eleitor, como a confiança que Firmino Filho e Ciro Nogueira têm no potencial candidato.

Além da confiança, estão sendo levados em conta outros critérios, como a experiência, a capacidade técnica para administrar, o apelo popular, as relações políticas e a ideia de renovação. Os nomes que integram a lista de avaliados são: Washington Bonfim, Sílvio Mendes, Kleber Montezuma, Charles Silveira, Luciano Nunes e Marco Antônio Aires.
 

Quem se sai bem em cada critério.

Confiança: tem peso altíssimo, não medido em pesquisas. Quem estiver bem com Firmino e Ciro está em vantagem. Aqui Washington Bonfim é o líder, seguido de Kleber Montezuma. Sílvio Mendes é o mais distante.
Experiência: vale a percepção popular sobre a capacidade do postulante, sobretudo porque o eleitor não está querendo aventuras. Experiência seria uma saída de baixo risco. Vale para todos os postulantes, mas Sílvio leva vantagem.
Capacidade técnica: vale a percepção popular, mas vale mais ainda a avaliação interna sobre cada candidato. Há equilíbrio entre os nomes tucanos.
Apelo popular: aqui é Sílvio quem se destaca, seguido de Luciano Nunes. Se Firmino achar que o “modelo” ou ele próprio transfere voto, esse critério torna-se pouco relevante.
Relações políticas: aqui conta sobretudo a relação com vereadores e líderes comunitários, onde Marco Antônio Aires se sai melhor. Na relação com instituições políticas, o destaque é para Charles Silveira e Sílvio Mendes.
Renovação: Na prática, ninguém é renovação pra valer. Mas Sílvio e Charles talvez traduzam menos esse critério. Washington (também talvez) pode ter uma pequena vantagem.