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A cada 6 dias, Brasil arrecada 'um PIB do Piauí' em imposto

Com uma enorme carga tributária, o Brasil arrecada em apenas 6 dias o correspondente a todo o PIB do estado do Piauí. O dato é do Impostômetro, serviço de monitoramento realizado pela Associação Comercial de São Paulo sobre o total de tributos arrecadados pelo país, nos níveis federal, estadual e municipal. Segundo o Impostômetro, o Brasil fechará no início da madrugada da sexta-feira um total de R$ 200 bilhões já recolhidos este ano – uma soma para somente 23 dias e 1h40min.

O montante desse curto período correspondente a cerca de 4 vezes o somatório das riquezas do Piauí em um ano – portanto, 4 vezes o PIB do estado. Daí a projeção para a arrecadação de todo o PIB piauiense em apenas 6 dias. Ainda segundo o Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo, a marca de R$ 200 milhões será superada este ano em pouco mais de um dia antes do registrado no ano passado. A projeção aponta para meados do mês de maio a marca de R$ 1 trilhão em impostos arrecadados.

No ano passado, o Brasil recolheu R$ 2,504 trilhões. As projeções do Impostômetro apontam para uma arrecadação final este ano próxima de R$ 2,7 trilhões. Apesar da recessão, a massa tributária cresce a cada ano.

Arrecadação de Tributos no Brasil, desde 2014
• 2014 – R$ 1.913.945.777.706.00
• 2015 – R$ 1.992.868.462.040,52
• 2016 – R$ 2.004.536.531.089,32
• 2017 – R$ 2.172.053.819.242,78
• 2018 – R$ 2.388.541.448.792,42
• 2019 – R$ 2.504.853.948.529,48
• 2020 – R$ 2.700.000.000.000,00 (projeção)
 

Aumento de arrecadação tem lado positivo

A Associação Comercial é uma dura crítica à carga tributária do Brasil, considerada excessiva sem que haja o retorno correspondente em serviços e infraestrutura. Mas os próprios técnicos da entidade admitem que o aumento de arrecadação neste início de ano pode ser visto como um dado positivo em relação à atividade econômica do país. Ou seja: há mais imposto porque a economia reage.

“O aumento na arrecadação dos impostos é algo natural se estiver relacionado ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). Então, como o governo não está mudando as alíquotas, é possível ver com bons olhos essa variação positiva dos primeiros dias de 2020”, explica Emílio Alfieri, economista da Associação.