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Oposição a Firmino vai discursar sozinha em ‘semana de campanha’

Uma série de eventos programados de hoje até sexta-feira tinha tudo para dar a esta semana um clima de campanha aberta. O evento mais esperado – o lançamento do nome de Kleber Montezuma como candidato a prefeito pelo PSDB – não acontecerá mais, remarcado para a próxima semana. Mas isso não quer dizer que o clima de campanha desaparecerá. Longe disso. Haverá apenas uma grande diferença: os holofotes e os microfones ficarão todos direcionados para a oposição à gestão do prefeito Firmino Filho, que discursará praticamente sozinha pelos próximos cinco dias.

Sem o evento em torno de Kleber, a agenda de campanha nesta semana conta ainda com quatro atos, todos voltados para as eleições de outubro. Mas só um pode ter um tom meio “em cima do muro”. Os outros três serão de discursos oposicionistas, com especial dosagem de crítica em dois.

EM CIMA DO MURO: o evento do Solidariedade, que na quinta-feira dá posse à nova direção do partido em Teresina, deve deixar uma porta aberta para cada lado. O time de Evaldo Gomes está mais para a oposição, mas tanto pode ficar com Firmino como debandar para a chapa de Fábio Abreu (PL). Daí, tende a não jogar pedra em ninguém. Por enquanto.
OPOSIÇÃO, PERO NO MUCHO: A semana de eventos começa hoje com o PSD, que apresenta Simone Pereira como candidata a prefeita. Vai se posicionar como oposição ao Palácio da Cidade e aliada do Karnak. Mas o PSD não tem cacoete de oposição (tanto que devem se destacar os elogios a Wellington Dias). Algum discurso mais duro vai ficar por conta de aliados.
BATENDO PESADO I: Na quinta-feira, um dos momentos mais aguardados – a filiação de Jeová Alencar ao MDB. Há um punhado de emedebista que não tem intenção de ir para o ataque, como Marcelo Castro e Luiz Lobão (mas eles podem ser ausências). Jeová, no metnanto, tende a ser mais direto nas críticas, assim como aliados, especialmente os do PSB.
BATENDO PESADO II, A MISSÃO: a agenda de eventos de campanha termina na sexta-feira com a filiação de Robert Rios ao PSB (aliado do MDB). Aí o medidor de crítica deve explodir: Robert está aí pra isso mesmo, para bater e bater forte. É sua missão. Também Wilson Martins deve carregar nas tintas.