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Meta é salvar vidas. E a economia também salva vidas

O mundo se debruça em um conjunto de ações voltadas para o combate ao coronavírus, que já matou mais de 16 mil pessoas. As ações se concentram especialmente no campo da saúde, e o Brasil segue a mesma linha, norteados pela meta fundamental de salvar vidas. Mas o mundo começa a perguntar o que fazer em relação à economia, discussão que ganha ainda mais relevância em países como o Brasil e Argentina, que já viviam suas crises econômicas particulares. Cresce a cobrança por um plano robusto que permita à economia reagir logo após o pico do coronavírus. Tal preocupação parte da convicção de que a economia também salva vidas.

Isso quer dizer que as ações devem ser ao mesmo tempo nos dois campos: salvar vidas com as urgentes ações de saúde e, paralelamente, criar as condições para salvar mais vidas com a retomada da atividade econômica. Nesse campo específico, o caso do Brasil gera diversas preocupações. Primeiro, que a economia já cambaleava sem muito horizonte. Segundo, e mais impactante, o tamanho da informalidade – que alcançaria 40 milhões de trabalhadores. Boa parte dessa gente já não tem qualquer fonte de renda.

Para ter uma ideia do alcance do descalabro da economia na vida das pessoas, basta pensar em um vendedor de coco que sustentava a família levando sua carrocinha de um evento a outro. Sem eventos, onde vai vender coco? A situação é igual para o vendedor de comida nas ruas do Centro ou mesmo a faxineira que viu sua agenda de serviços cancelada. Sem uma ação da economia, essa gente vai ficar sem ter o que comer.

Algumas medidas foram anunciadas por diversos países, inclusive o Brasil. Mas estão longe da robustez e sustentabilidade esperada.
 

Medidas incluem socorre bancos

Desde a semana passada, foram anunciadas diversas ações no Brasil voltadas para o campo da economia, visando sobretudo manter o emprego. Cobra-se ainda um plano mais robusto, sobretudo de investimento em infraestrutura. Confira as principais ações até agora adotadas:
• Pacote de R$ 147,3 bilhões
- Até R$ 83,4 bilhões para população vulnerável (incluindo antecipação do 13º de aposentados).
- Até R$ 59,4 bilhões em ações para manutenção e geração de emprego.
- Até R$ 5 bilhões para o combate da pandemia.
• BNDES injeta R$ 55 bilhões
- Investir R$ 30 bilhões em setores como aeroportos, portos, energia, petróleo e gás, transporte, mobilidade urbana, saúde, indústria, comércio e serviços.
- Transferência de R$ 20 bilhões em recursos do PIS/PASEP para o FGTS.
- Outros R$ 5 bilhões serão destinados ao capital de giro das empresas.
• Apoio aos estados de R$ 85,8 bilhões
- Transferência de R$ 8 bilhões para gastos em saúde.
- Recomposição do FPE e FPM no valor de R$ 16 bilhões.
- Transferência de R$ 2 bilhões para gastos em assistência social.
- Suspensão das dívidas dos estados com a União, valor R$ 12,6 bilhões.
- Renegociação de dívidas de estados e municípios com bancos, valor de R$ 9,6 bilhões.
- Facilitação de créditos, no valor de R$ 40 bilhões.
• Pacote socorro aos bancos, de R$ 1,2 trilhão 
- O BC disponibilizou R$ 1,2 trilhão para dar liquidez ao sistema financeiro. A cifra, divulgada equivale a 16,7% do Produto Interno Bruto (PIB).