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Novo saque do FGTS injeta R$ 36 bi na economia. Tire as dúvidas

Começa no dia 15 de junho o calendário para novos saques do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). O cronograma de saques ainda não está definido, mas vai seguir o critério de outros programas semelhantes, vinculado à data de nascimento do trabalhador. A nova iniciativa visa dar fôlego à economia, seriamente afetada pela pandemia do coronavírus, que reduziu a atividade produtiva em todo o planeta.

A expectativa do governo federal é que mais de 60 milhões de trabalhadores serão beneficiados com os saques que começam em junho. Cada um pode sacar até R$ 1.045, valor do salário mínimo. A projeção é que essa movimentação possa injetar na economia brasileira um total superior a R$ 36 bilhões de reais. E você pode tirar diversas dúvidas na nossa lista de perguntas e respostas.

As principais perguntas sobre os saques

• Quem pode sacar? - Qualquer pessoa com conta ativa ou inativa.
• Todo mundo pode sacar R$ 1.045? - Pode, desde que tenha esse saldo na conta. O trabalhador pode sacar até o limite de R$ 1.045. Quem tiver mais, o restante permanece depositado.
• Quem tem mais de uma conta pode sacar mais? - Não. O valor de R$ 1.045 é limitado por beneficiário. Ou seja, é o limite para o total de contas de um mesmo trabalhador.
• Qual o calendário de saque? - A Caixa ainda não divulgou, mas vai começar em 15 de junho e segue até o final de dezembro. Mais uma vez, o calendário vai observar a data de nascimento do trabalhador.
• Quantos serão beneficiados? – Segundo a Caixa, serão 60,8 milhões de trabalhadores beneficiados. Cerca de 80% das contas serão zeradas (ou seja, têm saldos de R$ 1.045 ou menos).
• Qual o montante a ser liberado? – Pelos cálculos do governo, os mais de 60 milhões de trabalhadores vão sacar R$ 36,2 bilhões.
• Quem não sacou o Saque Imediato pode acumular? - Não. O Saque Imediato (aquele saque autorizado ano passado) terminou dia 31 de março, e já é hsitória.
• Por que foi tomada a decisão de um novo saque? - Segundo o governo, a medida visa dar condições de sobrevivências às famílias afetadas pelo coronavírus, já que a economia desaquecida tira parte da renda dos brasileiros.
• Contas do PIS/Pasep foram transferidas. Como fica quem tinha saldo? – As contas do PIS/Pasep foram transferidas, sim. Mas o saldo continua, só que agora no FGTS, com e remuneração prevista.
• Herdeiros continuam tendo direitos a saldos do PIS/Pasep? - Sim, podendo ser feito saque mediante acordo entre os herdeiros.
• Empresas e governos deixam de pagar o PIS/PASEP? - Não. Acaba o Fundo do PIS/Pasep, mas as contribuições permanecem (agora destinadas ao FAT).