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Covid no Brasil segue em alta e país ainda não projeta redução de casos



Diversas instituições fazem estudos e tentam estabelecer uma projeção segura sobre a evolução da pandemia do novo coronavírus no Brasil. Universidades como a UFMG e a UFRJ, assim como o próprio Ministério da Saúde apresentam estudos, mas têm olhares distintos sobre o futuro. Porém fazem uma mesma afirmação: o Brasil ainda não chegou no pico do registro de novos casos diários, o que pode acontecer daqui a duas, três ou quatro semanas – ou até depois, conforme o Ministério. No comparativo com os dados internacionais, os gráficos apontam para a conclusão de que o Brasil sequer atingiu o “platô” da curva de casos, quando há uma estabilização com números em índices bem elevados.

Os dados compilados pela Universidade Johns Hopkins, dos Estados Unidos, mostram que os principais países do planeta já apresentam curva em declínio. Na lista dos 10 com maior número de casos, a exceção pura e dura é o Brasil, embora deva-se esperar um pouco mais pelos dados da Rússia, que apresentou declínio apenas nos últimos dias: a espera é para ver se a tendência se confirma. No caso do Brasil, a tendência verificada é de crescimento do número de novos casos a cada 24 horas, ou pelo menos o somatório de cada semana, que vem se mostrando sempre maior que a semana anterior.

Os dados da universidade americana mostram que Espanha, Itália e Alemanha atingiram o maior número de casos em um mesmo dia ainda no final de março (ver gráfico). Depois disso, passaram de 10 a 15 dias com índices muito elevados (o tal “platô”) e depois passaram a registrar queda expressiva de novos casos. Os Estados Unidos atingiram o pico de novos infectados em 24 de abril (mais de 36 mil em um único dia), daí seguindomais de três semanas com números elevados, para então ter início o período queda sustentável. Algo semelhante ocorreu com o Reino Unido.

A expectativa é saber se a Rússia mantém a queda. Quando ao Brasil, o que se espera é a elevação de casos por pelo menos duas semanas.
 

Mais isolamento para evitar explosão de casos

Em geral, as autoridades brasileiras sabem que o horizonte das próximas semanas não é de suavidade. Ao contrário: espera-se um importante incremento no número de casos gerais e também de óbitos, visto que boa parte dos estados vai chegando no limite de suas UTIs específicas para pessoas com a Covid-19, a doença que vem da infecção com o novo coronavírus. E um dos caminhos para enfrentar a dura realidade é a ampliação do isolamento social com recursos que vão desde os “super feriadões” até mais lockdown.

A cidade de São Paulo está prestes a viver o feriado de 6 dias. A Câmara da maior cidade do país aprovou proposta do prefeito Bruno Covas que antecipa dois feriados municipais (Corpus Christi e Dia da Consciência Negra) para amanhã e quinta-feira. E aí o prefeito já anunciou que na sexta-feira será ponto facultativo. Para completar, o governador João Dória apresentou proposta que antecipa o feriado estadual de 9 de julho para a próxima segunda-feira. Deve ser aprovado pela Assembleia. Aí então será o “super feriadão” de seis dias, começando na quarta e indo até a segunda-feira.