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Decisão final sobre flexibilização sai dia 6, com aval da saúde

Foto Divulgação / Govrno do Estado

Secretário Antônio Neto: situação sanitária será decisiva para retomada das atividades não essenciais 

O processo de retomada das atividades não essenciais no estado do Piauí tem duas datas marcadas no calendário, ambas na próxima semana. A primeira data é a terça-feira, dia 2, quando será conhecida a minuta do decreto de flexibilização e os detalhes dos protocolos a serem adotados. A segunda e definitiva é o sábado, dia 6, quando as condições de saúde dirão se efetivamente o Estado conta com o cenário necessário para a flexibilização, que tem no dia 8 como a data inicialmente estipulada para retomada de muitas das atividades econômicas que hoje estão suspensas.

“O dia 8 é o nosso horizonte”, explica Antônio Neto, Secretário de Planejamento do Estado e que coordena o grupo interno responsável pela elaboração da minuta de decreto. Do grupo fazem parte ainda os secretários de Saúde, de Governo e Desenvolvimento Econômico, além de técnicos da Cepro. O trabalho do grupo inclui discussão com vários segmentos da sociedade, incluindo empresários, trabalhadores e órgãos de controle. A intenção, conforme Antônio Neto, é produzir um decreto que traduza o sentimento e os interesses da sociedade.

Na terça-feira o grupo apresenta a minuta ao governador Wellington Dias e membros do governo, assim como representantes de outros poderes e órgãos de fiscalização. Ajustes serão feitos a partir dessa reunião, mas a entrada em vigor será decidida no sábado da próxima semana, tendo em conta a situação de saúde. O nível de risco da retomada para a saúde é que vai determinar, daí a importância da avaliação sobre as condições sanitárias. Aí serão levados em conta o índice de isolamento, o nível de transmissão (o chamado "R-0") e o percentual de ocupação das UTIs.

Há ainda outros critérios objetivos para a flexibilização, conforme adiantado pelo Cidadeverde.com. Além disso, a retomada vai ser gradual, segundo a prioridade dos setores.


‘Bandeiras’ serão critério para retorno

O Secretário de Planejamento Antônio Neto revela que o Piauí vai adotar o sistema de “bandeiras” para estabelecer o nível de prioridade na retomada das atividades não essenciais. O sistema foi adotado em estados como o Rio Grande do Sul, com erros e acertos. Aqui, essas experiências estão sendo olhadas para se adotar o que deu certo e corrigir erros pontuais. No Piauí serão três bandeiras: verde, amarela e vermelha. A verde leva em conta o menor risco do setor e também a importância da atividade econômica, especialmente na geração de emprego.

• Bandeira Verde: inclui atividades como comércio, indústria e construção civil. A retomada vai definir formas de funcionamento e regras de distanciamento entre funcionários e clientes. Leva em conta a força econômica dessas atividades: a construção civil, por exemplo, é uma cadeia produtiva que inclui 10 subsetores e envolve mais de 50 mil trabalhadores.
• Bandeira Amarela: reúne atividades de risco intermediário e deve incluir setores como a administração pública e atividade rural.
• Bandeira Vermelha: inclui os setores que implicam necessariamente em aglomerações, entre elas os cultos nas igrejas e os grandes shows artísticos.

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