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Serasa faz promoção para inadimplente limpar nome

No início do ano, o Brasil contabilizava quase 64 milhões de pessoas inadimplentes, número correspondente a pouco mais de 40% dos brasileiros adultos. Após três meses de pandemia, esse número aumentou, como revelou pesquisa do IBOPE apontando que 22% dos brasileiros pesquisados no final de maio diziam ter atrasado boletos após a crise do coronavírus. Atento a esse número mais que expressivo, o Serasa resolveu fazer uma promoção voltada para os que estão com a corda no pescoço.

Começou ontem uma promoção que pretende limpar o nome de 1,5 milhão de consumidores que hoje estão com o nome sujo por conta de atrasos. Esse número está longe de ser uma grande fatia do universo de devedores, mas é sem dúvida um importante incremento no mercado consumidor, especialmente do segmento de menor poder aquisitivo. É que a promoção do Serasa pretende atender a quem deve entre R$ 200 e R$ 1.000. Essa turma pode quitar a dívida integralmente pagando apenas R$ 100.

A ação do Serasa é voltada para quem já está com a conta na plataforma. E para se valer da promoção é só ir lá no site (serasa.com.br) e concordar com as regras da negociação. A expectativa é que esse 1,5 milhão de brasileiros possa voltar ao mercado consumidor, um mercado que deu uma boa refreada após a pandemia, com redução de gastos e aumento de dívidas.

Desde março, mais da metade dos brasileiros registraram perdas de renda, o que pode tornar a promoção mais atraente.
 

Expectativa de novo perfil de consumidor

Pesquisa IBOPE divulgada no início do mês mostra que 55% dos brasileiros registram perdas de receitas com a chegada da pandemia e a crise econômica que veio junto. Desse total, dois terços (ou 36,2% do universo pesquisado) tiveram perdas acima de 25%, em relação ao que ganhavam antes da crise se estabelecer. E 22% dos entrevistados revelaram que passaram a atrasar boletos. Mas os analistas encontram resultados positivos na pesquisa: ela estaria apontando o surgimento de um novo perfil de consumidor.

A pesquisa mostra que 27% dos entrevistados passaram a guardar recursos – ou seja, a fazer algum tipo de pé-de-meia para o futuro. O entendimento dos analistas é que o susto gerado pela crise do coronavírus acendeu o medo e despertou um sentido de prevenção. E acham que essa tendência para a poupança pode ser um hábito que veio para ficar. A expectativa é que o consumidor será agora muito mais cauteloso em seus hábitos financeiros.