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Lockdown traz desafio extra antes da flexibilização

Os piauienses em geral e os teresinenses em particular terão até domingo um desafio extra com vistas à volta progressivas das atividades não essenciais. Até domingo, estará em vigor o lockdown iniciado ontem e que adotada alcance mais amplo que as estabelecidas em finais de semana anteriores. O desafio é sobretudo assegurar uma menor interação social e garantir mais baixa transmissão da doença e, em seguida, menos casos da Covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus.

O desafio se revela ainda mais forte quando os números mostram a permanência de índices elevados de novos casos. A prefeitura de Teresina e o governo do Estado apresentam dados de pesquisa sorológica que apontam para a estabilização da transmissão, além do que a capital já teria chegado ao platô, segundo disse o prefeito Firmino Filho. Ainda assim, o desafio se mantém alto já que tanto o estado quanto a capital registram uma forte evolução nos casos nas últimas três semanas, bem acima da média do Nordeste.

Nos últimos dias, o Ministério da Saúde e o Consórcio de Empresas de Mídia que contabilizam os dados da Covid-19 no Brasil chamaram atenção para a explosão de casos no Centro-Oeste. Levantamento para o período de 8 a 28 de junho aponta para um crescimento de exatos 191%. Nesse mesmo período, o Piauí registrou um aumento de quase 150% e Teresina de quase 120%, o que está muito acima da média regional e nacional.

Quebrar de vez o ritmo desse crescimento é um dos objetivos desse último lockdown que começou ontem e vai até domingo. Esse “sprint” final é fundamental para a retomada das atividades econômicas a partir da próxima semana.
 

Nordeste tem crescimento de 58%

O levantamento comparado feito para as três semanas entre 8 e 28 de junho mostra uma variação muito grande na evolução do número de casos de coronavírus nas regiões brasileiras. Em todo o país, o crescimento médio foi de 54,5%, conforme dados do Ministério da Saúde e Consórcio de Mídia. Já a região Centro-Oeste registrou evolução bem maior que a média, com 191% mais casos no período. Depois vem a região Sul, com evolução de 104,9% no número de casos.

O Nordeste tem o terceiro maior registro evolutivo: aumento de 58,4% no número de casos. O Sudeste viu os números crescerem 54,6% e o Norte, 32,1%. No mesmo período, o Piauí teve aumento de 149,6% no número de casos, enquanto Teresina registrou uma evolução de 119,2%. As diferenças apontam para ritmos distintos da pandemia no Brasil, segundo a região do país.