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4 meses após primeiro óbito, Brasil tem 9 estados com mortes em alta

O Brasil completa hoje quatro meses do registro oficial do primeiro óbito causado pela pandemia do novo coronavírus. Muitas perguntas – algumas presentes nos primeiros momentos – persistem (como a real estatística sobre casos e mortes). Mas os números também permitem olhar para algumas certezas, entre elas a de que a pandemia mostrou que o país é um caos na saúde, com carências que chegam ao absurdo. Também entre os números, uma revelação mais que óbvia: quatro meses depois do primeiro óbito, um terço (ou seja, 9) das unidades da federação segue com mortes em alta. Os estados em queda são 7, enquanto 11 apresentam sequência estável, entre eles o Piauí.

Os dados são do próprio Ministério da Saúde, que considera com tendência de alta os estados que apresentaram evolução acima de 15% nos chamados “casos móveis dos últimos 7 dias”. Ou seja: leva-se em conta a média semanal e se o registro de mortes evolui acima de 15% em relação às semanas anteriores. Da mesma forma, são considerados em queda os estados que apresentam redução de pelo menos 15% no número de mortes nas últimas semanas. Os estáveis estão na faixa entre os 15% de alta e os 15% de queda.

Vale notar que os casos de mortes crescem mais entre os estados que registraram por último uma elevação mais intensa dos casos totais (como nas regiões Sul e Sudeste). E entre os que apontam queda podem ser anotados estados onde a doença “explodiu” logo no começo (caso de Pernambuco e Pará). Outros que explodiram cedo (Ceará, Amazonas e Maranhão) ainda estão na lista do meio, de estáveis.

A tendência de óbitos por Covid-19 nos estados
Mortes crescendo: entre as 9 unidades com mortes em elevação estão os 3 estados do Sul (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul), as 4 unidades do Centro-Oeste (Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul), 1 estado do Sudeste (Minas) e 1 do Norte (Tocantins).
Mortes em queda: São 7 estados com redução de morte em pelo menos 15%, com 1 na região Sudeste (Rio de Janeiro), 2 no Nordeste (Rio Grande do Norte e Pernambuco) e 4 no Norte (Pará, Roraima, Amapá e Acre).
Os estáveis: são 11 estados, onde figuram 2 da região Norte (Amazonas e Roraima), 2 da Sudeste (São Paulo e Espírito Santo) e 7 do Nordeste (Piauí, Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba e Sergipe).