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Destino de Fábio Novo depende da estratégia que Wellington escolher

O governador Wellington Dias ainda não tem claro na mente qual a melhor estratégia para a base aliada do Palácio do Karnak enfrentar a disputa pela prefeitura de Teresina, contra o candidato do Palácio da Cidade, Kleber Montezuma. Wellington tem conversado com aliados sobre as eleições deste ano e a disputa na capital sempre aparece em forma de dúvida, que aumentou com a entrada em cena do ex-senador João Vicente Claudino (PTB). O fim da dúvida pode alterar o leque de candidaturas ligadas ao Karnak, incluindo a postulação de Fábio Novo (PT).

A primeira grande dúvida estratégica sobre as eleições em Teresina era se os governistas se apresentariam com uma única candidatura ou com várias. Pelo menos esse passo já foi superado: o governo vai para a campanha com mais de uma candidatura. Mas aí vem a segunda pergunta, esta sim ainda sem resposta: com quantas candidaturas? E mais: com quais?

A fragmentação de candidaturas parece ser a forma de assegurar uma disputa em segundo turno com o próprio Kleber Montezuma. Mas Wellington não quer chegar no dia 29 de novembro com “qualquer candidatura” governista. Quer escolher. E isso deve levar à diminuição do leque de opções entre seus aliados. Hoje são quatro (Dr. Pessoa, Fábio Abreu, Fábio Novo e Simone Pereira), com a possibilidade de um quinto postulante (João Vicente Claudino). Na avaliação palaciana, esse quadro pode favorecer a Dr. Pessoa.

E, ao que parece, não é a primeira opção de Wellington no leque de nomes considerados governistas.
 

A opção por concentrar votos

A repercussão do nome de João Vicente Claudino tem animado alguns setores do governo. Há quem o veja como a opção primeira para chegar ao segundo turno com força competitiva e garantia de alinhamento futuro com o govenador Wellington Dias. Mas esse ânimo tem levado à certeza de que não é possível a base ir com 5 candidaturas. E cresce o sentimento de que é importante ir com no máximo três. O ideal seriam duas.

O Karnak não controla a candidatura de Dr. Pessoa (MDB), que orbita em torno de Themístocles Filho. Por não ser “100% karnakiana”, há um esforço de concentração para tentar que seja outro o nome que vai para o segundo turno com Kleber. E aí crescem as opções por João Vicente e Fábio Abreu (PL). É esse tipo de avaliação que vai definir o futuro da candidatura de Fábio Novo. O deputado petista acha que isso é coisa de gente que está “envenenando” a cabeça de Wellington Dias. Mas Fábio Novo sabe bem que Wellington não é facilmente "envenenável": ele ouve, ouve e ouve – e sempre decide o que ele próprio acha melhor.