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Situação ganha eleição para reitor da UFPI pela 8ª vez

Uma tradição se confirmou ontem na votação para a escolha do futuro reitor da Universidade Federal do Piauí (UFPI): como ocorreu em todas as disputadas desde 1994, o candidato da situação venceu. É a oitava vez que isso ocorre: uma com Charles Silveira, duas com Pedro Leopoldino, duas com Luís Júnior, duas com Arimateia Dantas e agora com André Macedo, candidato apoiado pelo reitor.  André, que ocupava a Pró-Reitoria de Planejamento da instituição, alcançou 45,64% dos votos ponderados, já que os segmentos da comunidade acadêmica (professor, servidor e alunos) têm pesos diferentes na contabilização final.

A segunda colocação coube à atual vice-reitora, Nadir Nogueira (27,23% dos votos ponderados), seguida de Gildásio Guedes (21,14%). O voto ponderado leva em conta o peso de cada segmento na contabilização: o segmento docente representa 70% dos votos, enquanto servidores e estudantes têm peso de 15%, cada. André Macedo venceu em dois segmentos (professores e servidores) e Gildásio Guedes foi vitorioso entre os alunos – o que permitiu que tivesse mais votos nominais, antes da ponderação.

O resultado (ver gráfico) será publicado hoje pela Comissão Eleitoral, dando-se um prazo para possíveis questionamentos dos candidatos. O resultado final, após resolvido qualquer questionamento, será encaminhado ao Conselho Universitário no dia 24 de agosto. Cabe ao Conselho formalizar a lista tríplice que será encaminhada a Brasília até meados de setembro – pelo menos 60 dias antes do fim do mandato do atual reitor, que ocorre no dia 18 de novembro.

O Conselho Universitário não tem obrigação de apontar na lista tríplice os três mais votados, mas há forte pressão para que o resultado popular seja respeitado.

Mais duas ‘eleições’ até a escolha

A escolha do novo reitor da UFPI para o mandato 2020-2024 ainda tem duas outras “eleições”. A primeira é no Conselho universitário. Nas últimas eleições, o Conselho indicava o mais votado e acrescentava mais dois outros nomes só para constar. Este ano há grande possibilidade dos três mais votados serem os integrantes da lista, já que André, Nadir e Gildásio tem redes de aliados dentro da UFPI com presença importante no Conselho.

A segunda “eleição” é em Brasília. Aí vale o peso político e, no governo Bolsonaro, a afinidade ideológica. Na campanha, mesmo aqueles mais distantes do bolsonarismos tentaram não abraçar uma linha de crítica direta ao presidente. Os dois candidatos que tinham mais afinidade com o governo federal (Sandra Ramos e Marcos Sabry) tiveram votação simbólica e não têm chances de integrar a lista tríplice. Os três mais votados vão também fazer gestões políticas para serem lembrados na hora da escolha daquele que efetivamente vai ser o reitor.