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Desempenho de Fábio Abreu pode levar à reavaliação da candidatura do PT

Não estava nas contas do Palácio de Karnak: o desempenho do deputado Fábio Abreu (PL) não apresenta a evolução esperada na performance registrada pelas pesquisas e se mantém a uma boa distância de Dr. Pessoa (MDB). Pior, o Capitão já vê a aproximação do candidato tucano Kleber Montezuma (PSDB). Esses desempenhos trazem de volta um fantasma que atormenta há meses a candidatura do deputado Fábio Novo (PT), sempre cercado pelas especulações de que seu nome pode ser riscado da lista de concorrentes, em benefício do liberal.

O PT, particularmente os candidatos a vereador, não querem nem falar do assunto. Uma candidatura própria é importante para dar gás à busca por mais espaço na Câmara. Além disso, há quem no partido acredite que Novo pode crescer substancialmente. No Palácio de Karnak, no entanto, o pragmatismo pode falar mais alto. E o governador Wellington Dias tem bem claro o que deseja este ano na eleição de Teresina: colocar no segundo turno um candidato que realmente o represente para, então, procurar vencer o PSDB.

No cálculo do Karnak, há dois aspectos relacionados à candidatura de Dr. Pessoa. Primeiro, não se imaginava a permanência em um patamar tão elevado. Segundo, ele não é considerado um nome “de Wellington” e sim de Themístocles Filho. Wellington quer o presidente da Assembleia por perto. Mas não tão forte. E por isso aposta em Fábio Abreu. Mas Abreu patina e deixa dúvidas – o que pode levar o governador a uma operação de socorro, de fortalecimento da candidatura do Capitão.

Esse reforço pode vir às custas de apoios de outras siglas. Entre elas o PT.
 

Chapa de vereador é mais um problema

Nessa reta final da pré-campanha e às vésperas das convenções que formalizam as candidaturas a prefeito e vereador, o PT tenta manter o projeto de ampliação da representação na Câmara. Hoje são dois vereadores. A sigla quer, pelo menos, dobra. Mas enfrenta dificuldades: muitos postulantes mudaram de planos e desistiram do projeto, em um cenário em que a pandemia foi o principal desestímulo. Por isso o partido se viu obrigado a um esforço de última hora para levar às urnas uma chapa grande e competitiva.

Mas o PT pode não ter os 44 candidatos a vereador que a lei permite. Corre o risco até mesmo de ficar mais próximo do número 30. Seja como for, a candidatura majoritária era um reforço importante e um argumento sempre utilizado para estimular os concorrentes. As especulações em torno de uma possível reavaliação da candidatura de Fábio Novo não ajudam a consolidar as candidaturas à Câmara Municipal. E por isso o partido birra em nem querer discutir o assunto.