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Novo relator define rumos da Lava Jato no STF

Este inicio de semana será fundamental para os rumos da Lava Jato. E o ponto crucial é a definição sobre a escolha do substituto de Teori Zavascki no papel de relator dos processos que correm no Supremo Tribunal Federal (STF), exatamente os que se referem às autoridades com foro privilegiado. 

Há ainda muitas dúvidas sobre essa definição. Mas há também pelo menos uma certeza e algumas tendências. 

A certeza – para alívio quase geral – é que o ministro a ser escolhido não tratará do tema Lava Jato. Isto é importante porque, qualquer que seja o escolhido, haverá sempre a desconfiança sobre seus votos, já que indicado e avalizado por citados no processo (o presidente Temer e mais de uma dezena de senadores). O relator será mesmo um dos membros atuais da Corte. 

Agora vamos às dúvidas. 

A primeira: a presidente do STF, Carmem Lúcia, deve homologar logo as delações dos executivos da Odebrecht? Essa possibilidade chegou a ser levada muito em conta. Mas perdeu força. A tendência é que não ocorra, ficando a homologação como a primeira grande tarefa para esse relator a ser escolhido. 

O relator será escolhi entre todos os ministros do STF ou entre os que integram  a 2ª turma, onde estava Teori? A tendência (quase consenso) é que deve sair da 2ª turma. Um membro da 1ª turma deve ser indicado para completá-la, evitando que o novo integrante do STF – aquele sob desconfiança – trate do tema Lava Jato. 

Por fim, quem será esse novo integrante da turma? Muitos sugerem que seja o mais antigo, no caso o ministro Marco Aurélio. A tendência é que decline do convite, que pode recair sobre Luis Fux – que aceitaria. 

Dessa 2ª turma repaginada sairá o relator, que possivelmente será escolhido por sorteio. Aí, o futuro da Lava Jato estará lançado. 

E seja o que Deus quiser.