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Quem diria: medida de Trump pode beneficiar o Brasil

Agronegócio brasileiro pode se beneficiar da medida de Trump que retira Estados Unidos de acordo Transpacífico

 

O mundo está em alerta (ou em alarma?) com as primeiras ações do governo Trump. Uma das medidas mais surpreendentes (se é que se pode achar algo surpreendente em Trump) foi a saída dos Estados Unidos do acordo comercial Transpacífico, que Obama costurou como estratégia para o país seguir relevante na relação com a Ásia, contrabalançando a força da China.

Pois aí vem a surpresa: essa medida pode ser uma boa notícia para o Brasil.

O acordo reunia 12 países da Ásia (Japão, Brunei, Malásia, Cingapura e Vietnã), Oceania (Austrália e Nova Zelândia), América do Norte (Estados Unidos, Canadá, e México) e América do Sul (Peru e Chile), estabelecendo o livre comercio entre eles. Mesmo sem Estados Unidos, continua um grupo de peso. E que já acena para a China como novo parceiro.

Quando formalizado em 2015, o grupo foi visto como um problema para o Brasil, que perderia força na relação com esses países. Agora a saída dos Estados Unidos é vista como uma nova janela que se abre, especialmente para o agronegócio brasileiro.

A primeira questão é que o protecionismo (abraçado ardorosamente por Trump) costuma ser seguido da queda de competitividade: se não precisa brigar por mercado, o investimento inovador pode ficar para depois. Segundo, os países do grupo terão que buscar outros parceiros que possam suprir a ausência norte-americana. É aí onde o Brasil pode ter novas oportunidades.

O agronegócio em geral e a pecuária em particular são, potencialmente, os principais beneficiados pela decisão der Trump. Vale lembrar, o setor de agronegócio é um dos trunfos da economia brasileira, tanto pela capacidade natural do país como pela competitividade alcançada no setor. O Brasil produz muito e produz bem – com alta produtividade, o que resulta em mais ganhos para o país.

A janela que se abre com a saída dos Estados Unidos da parceria comercial transpacífico é um alento sobretudo em um ano como o de 2017, esperado como ainda muito duro para a economia brasileira. Se o Brasil consegue ter presença algo significativa na relação com os membros da parceria, será ótimo. Porque, na sua origem, o acordo simplesmente excluía o Brasil.

E assim, vai ter empresário do agronegócio abrindo um champanhe em homenagem a Donald Trump. Tim-tim.