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Construção Civil perdeu mais de 20 mil vagas no Piauí, em 2 anos


André Baia: depois de 2 anos ruins, construção civil aposta em um novo ritmo, bem melhor

 

O setor da construção civil olha com otimismo medidas adotadas pelo governo federal, tanto no Minha Casa Minha Vida, como no estímulo às parcerias visando o fortalecimento da infraestrutura. No Piauí, esse alento vem em boa hora, porque os efeitos da crise econômico foram dramáticos: em 2015 e 2016, o setor perdeu mais de 20 mil vagas de emprego direto.

Na prática, a massa de trabalhadores na construção civil piauiense ficou reduzida a menos da metade. O efeito é dramático, especialmente porque a construção civil é a um dos grandes empregadores do Estado. Além disso, é o setor que absorve o segmento de trabalhadores com menos qualificação. Fora da construção, muitos não têm alternativas.

Os dados sobre as perdas de vagas são do presidente do Sindicato da Construção Civil no Piauí, André Baia, que nesta quarta-feira deu entrevista ao Acorda Piauí, na Rádio Cidade Verde. Ele também revela a redução do investimento em novos lançamentos imobiliários. Em 2013, o financiamento através da Caixa Econômica chegou a R$ 1,2 bilhão. No Ano passado não chegou a R$ 700 milhões. Colocando-se a inflação no cálculo, a redução é de quase 50%.

Mas Baia mostra otimismo. Ele festeja as mudanças no Minha Casa Minha Vida, que amplia o público de destino. Mas festeja ainda mais as ações do governo por criarem um roteiro de longo prazo: para ele, agora há um planejamento – e a construção civil pode se preparar para se beneficiar dessa mudança.

André Baia reconhece que as medidas não farão resultado se não houve a retomada da economia. “A Economia tem que melhorar. E começa com a organização das contas públicas”, afirma. Acha que este caminho está sendo trilhado – e que logo a “roda da economia estará rodando”.

Sobre o fortalecimento da infraestrutura a partir de parcerias público-privada, considera um caminho fundamental. Quer a retomada das obras da Transnordestina – que sozinha geraria mais de 3 postos de trabalho. Outra parceria importante é a relacionada ao saneamento, que não só gera emprego imediatamente como cria as condições para outros empreendimentos.

 

Menos burocracia, por favor

André Baia atacou um outro ponto importante para agilizar os negócios no setor da construção civil: a redução da burocracia. Segundo afirmou ao Acorda Piauí, a simples autorização de um empreendimento pode levar mais de seis meses.

Ele acha que certos procedimentos são necessários, como os relacionados com a segurança (autorização dos bombeiros, por exemplo) e o meio ambiente. Mas acha que tudo pode ser mais rápido.

André diz que o sindicato está fazendo gestões sobretudo junto às prefeituras (de Teresina, Parnaíba, Floriano) para que o processo burocrático tenha mais agilidade. Porque a demora pode inviabilizar muitos negócios.