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Temer se preocupa com economia e popularidade


Presidente Temer: de olho na economia que, funcionando bem, pode trazer popularidade

 

O governo Temer tem duas grandes prioridades: uma, dar novo ritmo à economia, especialmente gerando emprego; outra, recuperar a popularidade. E o desempenho da economia torna-se passo fundamental para om país - e também para melhorar a popularidade do presidente.

Apesar do empenho de Michel Temer em fortalecer a economia e tirar de vez o país da recessão monstruosa dos últimos três anos, os resultados ainda são tímidos. Mas se a economia anda devagar, a popularidade segue de marcha ré. E a equipe do Planalto se esforça para reagir nos dois cenários.

A última medida voltada para trazer novo ânimo à economia foi dado esta manhã, com a assinatura de decreto que permite o saque do FGTS de contas inativas. Segundo dados do governo, essas contam somam R$ 45 bilhões. Avalia-se que cerca de R$ 35 bi podem ser movimentados em função do decreto.

Não chega a ser a redenção da economia, mas certamente é uma importante injeção – basta observar que a expectativa de saques corresponde ao PIB do Piauí. Com esse dinheiro, muitos trabalhadores podem quitar dívidas e adquirir bens que a crise vinha impossibilitando. Traduzindo: é dinheiro circulando, fazendo girar a roda da economia.

No que tange à popularidade, os esforços do Planalto tem sido menos exitosos ainda. Talvez porque as ações sejam um tanto atabalhoadas. Lembremos apenas os mais recentes:

Depois da chacina de Manaus, o presidente falou em “acidente pavoroso”, gerando críticas de todos os lados. Após a morte de Teoria Zawascki, Temer prometeu um substituto de perfil técnico, e indicou o carimbado Alexandre de Moraes. Diante das delações que alcançam Moreira Franco, o presidente transformou o assessor em ministro, atitude vista como recurso para garantir foro privilegiado.

Ontem, Temer quis surfar na crise policial (e de segurança) no Espírito Santo e anunciou um novo projeto de Lei de Greve. Pensava que ganharia os aplausos da população. Recebeu críticas dos movimentos sociais. E voltou atrás, abandonando a idéia do projeto. Tem sentido: são vários os projetos que tratam desse tema no Congresso, entre eles um do senador Aloysio Nunes Ferreira, que vem a ser o líder do governo no Senado.

A torcida do Brasil desapaixonado é que a economia ganhe um  novo rumo. E se isso for gerar uma nova popularidade para o presidente, que seja. Importante mesmo é ver a roda da economia girar com força, recuperando o emprego e a renda dos brasileiros.