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PMDB vai buscar novas filiações para também mostrar força

Reunião do PMDB: novas filiações para fortalecer o partido com vistas às eleições de 2018

 

O PMDB do Piauí não quer ficar olhando a paisagem enquanto outros partidos se reforcem. E, depois de ter atraído o senador Elmano Ferrer para a sigla, agora o comando do PMDB vai se movimentar para atrair novos filiados, dando indicações de que se reforça com vistas às eleições de 2018.

A reação do PMDB parece uma resposta clara ao movimento do PP e PSDB, que fazem ações sincronizadas. O PP faz festa, na segunda-feira, para receber seus novos filiados, o ex-prefeito Silvio Mendes, a primeira-dama de Teresina, Lucy Silveira, e o secretário Washington Bonfim. E o PSDB, que cede esses nomes ao PP, tenta atrair gente como João Vicente Claudino, Robert Rios e Janaína Marques.

Dentro do PMDB, a dor de cotovelo pode ser notada em comentários do tipo: “O Elmano, que ainda tem seis anos de mandato, vale mais que um filiado sem mandato”, conforme afirmou um parlamentar peemedebista, em alusão clara a Sílvio e Bonfim. Por via das dúvidas, o partido vai em busca de filiações novas. A primeira deve ser do prefeito de Luís Correia, Kim do Caranguejo. Kim é filiado ao PSB, embora seja um velho aliado do presidente da Assembleia, Themístocles Filho. De certa forma, já é da casa.

No partido, diz-se que a filiação de Kim é apenas a primeira. E que outras virão, talvez no estilo conta gota: uma filiação agora, outra no mês que vem, outra no mês seguinte, passando a ideia de adesões seqüenciadas, como se fosse um bolo que vai crescendo, crescendo.

Há um outro fator que anima o PMDB a buscar novas adesões: o não deseja perder em 2018 o papel que sempre teve – o de fiel da balança das eleições de 2018. Até a última semana, esse papel sempre foi atribuído ao PP, ou mais particularmente ao senador Ciro Nogueira. Os analistas sempre se apegaram à mesma imagem: para onde for Ciro, penderá a balança eleitoral.

O PMDB quer ser esse peso diferenciado. Mas para isso terá que atrair muito mais que um Kim. Meio silenciosamente, os peemedebistas asseguram que vão conseguir.