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Filiações ao PP consolidam estratégia combinada de Ciro e Firmino


Com filiações de tucanos ao PP, Ciro Nogueira abraça Firmino Filho. E vice versa

 

A manhã desta segunda-feira marca, com a presença do ministro da Saúde, Ricardo Barros, a filiação de importantes nomes do PSDB teresinense ao PP do senador Ciro Nogueira. Mais que filiações, a solenidade sacramenta o projeto eleitoral que une Ciro e o prefeito de Teresina, o tucano Firmino Filho. Os dois querem estar juntos em 2018 – e precisará acontecer muita coisa para separá-los.

A permuta de siglas não é por acaso. Tampouco sem prévio entendimento. A mudança do ex-prefeito Silvio Mendes e da primeira dama Lucy Silveira do PSDB para o PP está dentro de estratégias combinadas do prefeito Firmino Filho e do senador Ciro Nogueira. E nenhum dos dois tem se esforçado em esconder a convergência de objetivos.

É uma soma de virtudes: a força de um na capital e a do outro, no interior.

Ciro diz que o PP – muito forte no interior – tem limitações em Teresina e que a aliança prévia com o PSDB ajuda a fortalecer a atuação política da sigla. Por outro lado, Firmino lembra que os tucanos sempre ficaram muito restritos à capital e que, apesar do sucesso eleitoral em Teresina, acumulam fracassos no restante do estado. Basta lembrar, todos os ex-prefeitos teresinenses do partido (Wall Ferraz, Francisco Gerardo, Firmino e Sílvio) tentaram chegar ao Palácio de Karnak. Todos derrotados.

Sem cerimônia, os dois lados reconhecem que há uma aliança prévia com vistas as eleições de 2018. Aliança costuma ser formalizada já quando chega a metade do ano eleitoral, no período das convenções.  Mas, neste caso, ela se desenha quase um ano e meio antes. Na prática, sacramenta a relação entre os grupos de Ciro e Firmino. Fica difícil vê-los separados em 2018. Onde estarão juntos: no governo ou na oposição?

A aliança prévia parecia encaminhar os dois, PP e o time de Firmino, para uma aproximação ao governador Wellington Dias, candidato à reeleição. Os recentes desacordos entre o PP e o PT, em torno da reforma no secretariado, por enquanto, alimentam a ideia de chapa oposicionista costurada por Ciro e Firmino.

Mas nada está decidido. É muito cedo ara qualquer aposta segura, para um ou para outro lado.

A conversa em entre Wellington e Firmino, no sábado à tarde, pode ser a reconstrução de um caminho que se delineava com força e foi momentaneamente obstruído. Nada impede que seja retomado, com prazer, por todos os lados envolvidos. Seja qual for esse caminho, é muito provável que Firmino e Ciro estarão na mesma caminhada.