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Corso e blocos apontam novo modelo de carnaval em Teresina


Corso, um sucesso que mostra o caminho para firmar Teresina como ótima opção carnavalesca

 

O carnaval de Teresina, este ano, parece ter dado pistas mais claras do que realmente funciona e agrada à cidadania. O Corso, que levou quase 350 mil pessoas à Raul Lopes, se firma como “o” carnaval da cidade, sacramentando o grande momento festivo no pré-carnaval. Os blocos, oficiais ou não, asseguram seu lugar de destaque. Em contrapartida, as Escolas de Samba vão ter que se rebolar para voltar a ser um atrativo real.

Para efeito de “marca carnavalesca”, Teresina se posiciona como o lugar do “pré-carnaval”, uma alternativa e tanto inclusive para fortalecimento do turismo. Essa conquista se dá menos pelos bailes – que este ano perderam um pouco mais de brilho – e mais pelo Corso. Este ano, o tradicional desfile de carros teve menos caminhões e mais povo. E ainda mais alegria.

O modelo do Corso pode até ser repensado, assegurando aperfeiçoamentos permanentes. Por exemplo: vale a pena agregar trios ao cortejo? É uma boa pergunta. Mas, independente das mudanças que possam acontecer, o que parece realmente certo é que o Corso é um sucesso que se repete e cresce.

No caso dos blocos, a lista oficial da Prefeitura relacionava mais de 50, distribuídos por todas as zonas – inclusive um na zona rural. É indiscutível o sucesso de blocos como Capote da Madrugada, Pinto na Morada, Sanatório Geral, Barão de Itararé e Paçoca. E não faltaram blocos quase espontâneos, ocupando praças e avançando festivamente pelas avenidas – e sem esperar subsídio.

Esses dois formatos parecem indicar um bom retorno do investimento público no corso e nos blocos. Além disso, tanto Corso quanto blocos (pelo menos os maiores) puderam contar com a sempre importante participação da iniciativa privada. Ou seja: em grande parte, a sociedade banco sua própria festa. E essa é uma boa receita.

O êxito do Corso e o fortalecimento dos blocos deixa em posição delicada as escolas de samba. As escolas vinham recebendo muitas críticas – muitos considerando que o retorno do recurso investido não era tão amplo quando no caso dos blocos. E ainda havia a incostancia: algumas desfilavam ano sim, ano não – ou quando desse na telha.

O bom carnaval vivido por Teresina neste 2017 não quer dizer que as escolas firacam no passado. Mas quer dizer, sim, que precisam de um novo modelo. Parodiando a marchinha, para as escolas, o próximo ano não vai ser como aqueles que passaram.