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Congresso tem a pior legislatura da História do Brasil, diz Marcelo Castro

Marcelo Castro: políticos estão no fundo do poço e precisam fazer mudanças profundas nos sistemas político e eleitoral

 

A atual legislatura é a pior da História do Brasil, e os políticos chegaram ao fundo do poço, com um desgaste popular sem precedentes. A opinião é de um dos mais experientes políticos piauienses, o deputado Marcelo Castro (PMDB), manifesta em entrevista veiculada esta manhã no Acorda Piauí, da Rádio Cidade Verde.

Marcelo repete o bordão cada vez mais popular no Planalto Central: “Em Brasília ninguém morre de tédio”, diz, referindo-se à sequência de fatos incomuns e graves dos últimos anos. Para ele, não há nada parecido na história do país.

“Não há uma só semana que não tenha uma denúncia, um escândalo, uma prisão”, diz ele. Para reforçar o caráter negativamente excepcional dessa legislatura, ele cita o impeachment, a cassação de um ex-presidente da Câmara e denúncias contra os presidentes da Câmara e do Senado.

Para Marcelo Castro, a classe política chegou ao fundo do poço, com um nível de desgaste nunca antes alcançado. “Eu não me sinto bem nesse papel”, diz, referindo-se ao censo comum que enxerga em todo político um ladrão. E acha que este é o momento para se fazer as mudanças necessárias, especialmente quanto à corrupção.

O deputado, que está em seu quinto mandato na Câmara Federal, entende que é preciso entender o que faz do Brasil um país muito mais corrupto que a média. E encontra uma das principais explicações no sistema político, sobretudo nas regras eleitorais. E defende uma profunda reforma desse sistema.

Marcelo é um ponto fora da curva, porque defende mudanças substantivas, como o voto distrital. E advoga especialmente a mudanças das regras de financiamento das campanhas. Para ele, é fundamental que sejam criadas regras que tornem as campanhas mais baratas, porque é aí que nascem os mecanismos de corrupção.

O deputado do PMDB piauiense reconhece que tem visto pouca coisa de fato acontecendo dentro do Congresso no sentido dessa reforma profunda. Mas adverte que os políticos precisam estar atentos às demandas do país, aproveitando este momento para as mudanças que o Brasil exige. O que não dá é deixar tudo como está.