Cidadeverde.com

Bolsonaro quer fim da pena alternativa e da redução de pena


Bolsonaro ataca: "Se depender de mim, zero de recurso para ONG que defende direitos humanos de marginal"

 

O deputado Jair Bolsonaro (PSC), que se coloca como potencial candidato à presidência da República, defendeu mudanças radicais na legislação penal como forma de combater a criminalidade. Indiferente à polêmica que causam suas propostas, ele diz que, se chegar à Presidência, vai viabilizar o fim das penas alternativas e o instituto da redução de pena, obrigando o criminoso a pagar plenamente pelos crimes.

“Se a cadeia é a ante-sala do inferno, problema dele [bandido]”, disse o deputado em entrevista ao Acorda Piauí, da Rádio Cidade Verde. Acrescentou que a sociedade tem que fazer escolha: “Entre deixar o pessoal se matando no presídio ou matando aqui fora, é preferível deixar se matando no presídio. Tem que fazer opção. Eu prefiro o presídio cheio de vagabundo que o cemitério que cheio de inocente”, disse.

Ele também destacou os problemas vividos pelas forças de segurança, com o registro freqüente de mortes de policiais. Criticou os processos contra policiais que, no exercício da profissão, matam bandidos. “Policial tem mais medo do ‘capa preta’ [juízes] que de vagabundo com fuzil”, frisou.

Bolsonaro apontou sua metralhadora também contra instituições defensoras dos direitos humanos. “Temos que acabar com o politicamente correto. No que depender de mim, zero de recurso para ONG que defende direitos humanos de marginal. Nós temos como ganhar essa guerra”.

 

40 milhões de desempregados

O deputado Jair Bolsonaro também falou de outros temas, além da questão da segurança. Sobre economia, disse que o Brasil precisa desregulamentar boa parte das atividades produtivas. Para ele, o custo do emprego no Brasil é muito alto, e que o país deve se espelhar em exemplos como o dos Estados Unidos, onde os direitos trabalhistas são mínimos. “O trabalhador tem que decidir se quer emprego com baixo direito ou todo direito sem emprego”, ressaltou.

Para ele, os índices de desemprego são muito maiores que as cifras oficiais: ao invés dos 12 milhões apontados pelo IBGE, na verdade são 40 milhões de desempregados. Lembra que o Bolsa Família atende aos desempregados, e "se [o programa] atende a um quarto da população, esse número vai lá pra cima”.

Acrescenta que, se nada mudar, a tendência é piorar. Finalizando, diz que, se chegar à Presidência, pretende empreender uma verdadeira revolução no país.