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Reforma da Previdência não passa no Congresso, diz Silas Freire


Silas Freire, na Rádio Cidade Verde: defesa da terceirização e ataque à Reforma da Previdência

 

O futuro da Reforma da Previdência, uma das principais ações do governo Michel Temer para fortalecer a economia, tem um futuro complicado pela frente e pode simplesmente ser rejeitada pelo Congresso. Quem enxerga essa possibilidade de rejeição da proposta é o deputado federal Silas Freire (PR-PI), que nesta sexta-feira concedeu entrevista ao Acorda Piauí, na Rádio Cidade Verde.

A razão é que a reforma é impopular, com grande impacto junto aos trabalhadores e não está conseguindo reunir sequer a base governista em torno dela. Diante disso, é cada vez maior a rejeição à proposta, o que deve levar à sua rejeição, segundo a avaliação do deputado.

Silas diz claramente que é contra o governo Temer, embora seu partido seja a favor. Mas defende uma proposta que é de interesse do governo: a que estabelece novas regras para a terceirização. Para ele, a flexibilização na terceirização é importante para enfrentar o momento de crise.

“São 13 milhões de desempregados”, observa, acrescentando que quem não tem trabalho prefere um emprego com menos garantias que emprego nenhum. “O que não serve é coisa de nada”, diz, certo que a regularização da terceirização vai favorecer à abertura de novos postos de trabalho por parte das empresas.

Para Silas, não pode continuar é como agora, onde a terceirização cresce sem qualquer controle e sem dar qualquer garantia ao trabalhador. Lembra que o próprio poder público – como o governo do Estado – amplia o uso da mão de obra terceirizada. Mas isso, segundo ele, vem favorecendo a abertura de empresas locadoras sem qualquer lastro financeiro.

— Tem deputado com empresa de terceirização – disse ele, negando-se a declinar nome.

Para o deputado, na realidade atual, uma empresa de terceirização pode deixar o trabalhador na mão. Com a mudança na legislação, acredita que haverá mais garantias, inclusive porque a empresa locadora e a que recebe essa mão de obra terceirizada passam a ser solidárias quanto aos direitos dos trabalhadores.

Tudo isso, segundo Silas, é uma forma de combater o que chama de “cultura do sabido”, onde cada um se empenha em garantir seus ganhos pessoais, indiferente ao coletivo ou ao país. “Essa cultura do sabido está levando o país à lota”, ressalta.