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Prefeitos fazem movimento pelo alargamento da BR 135


Marcos Elvas: alargamento da BR 135 é estratégica para o Piauí

 

Os prefeitos do extremo sul do Piauí iniciaram um movimento coletivo e coordenado para garantir o alargamento da BR 135, também chamada de “estrada da morte”. O movimento se concretizou no final de semana, na reunião em Corrente da Associação Municipalista do Extremo-Sul do Piauí (AMES), com a participação de 16 prefeitos.

A 135 se tornou uma das rodovias mais perigosas do estado, por ser estreita e sem acostamento, além de concentrar um alto movimento de caminhões, sobretudo na fase de colheita da soja – que começou há duas semanas. É também o canal rodoviário que liga o sul e o norte do Piauí.

O movimento dos prefeitos foca especialmente o percurso entre Elizeu Martins e Cristalândia, onde vários trechos apresentam problemas graves tais como a completa ausência de acostamento e o desnível entre o leito da lista e a lateral da rodovia. “É como se a gente trafegasse em uma mesa. Se sair da mesa, cai num precipício”, diz Marcos Elvas, prefeito de Bom Jesus.

Recentemente, num prazo de apenas 10 dias, a BR registrou dez mortes em dois acidentes. Os acidentes são comuns especialmente na fase de colheita de grãos, quando caminhões trafegam com mais intensidade.

A preocupação principal dos prefeitos é unir forças em torno desse objetivo que interessa a todo o sul do Piauí e é fundamental, por exemplo, para o desenvolvimento do agronegócio. Marcos Elvas destaca a decisão da AMES de agir junto aos governos estadual e federal, bem como junto à bancada do Piauí no Congresso. "Não é uma reivindicação desse ou daquele prefeito. É de todos", diz.

Segundo avaliação dos prefeitos da região, o alargamento da BR 135 deve consumir cerca de R$ 300 milhões. Para Marcos Elvas, é um valor modesto, tendo em conta a relevância da estrada. “É a principal rodovia não apenas para o extremo sul, mas para o próprio Piauí”, destaca.