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‘Só se ganha eleição ciscando pra dentro’, diz Júlio Arcoverde em resposta ao PT


Júlio Arcoverde: deputado do PP defende aliança mais ampla em torno de Wellington Dias (PT)

 

O deputado Júlio Arcoverde, presidente estadual do PP, defendeu uma ampla aliança em torno da candidatura de Wellington Dias (PT) ao governo, em 2018. A manifestação foi uma resposta a membros do PT, que advogam que o partido deva ter dois integrantes da chapa, incluindo Regina Sousa como candidata à reeleição para o Senado.

“Só se ganha eleição ciscando pra dentro, não ciscando pra fora”, ressaltou o deputado, em entrevista hoje cedo ao Acorda Piauí, na rádio Cidade Verde. Ele acha que a reivindicação de alguns petistas enfraquece a aliança, já que excluiria a possibilidade de atração de outras forças políticas. Exatamente por isso, diz ele, é que o PP abriria mão do posto de vice-governador no sentido de ampliar o grupo.

Júlio alerta que o bom exemplo deve começar em casa. Assim, entende que o primeiro passo no sentido de ampliar o leque de apoio político em torno de Wellington deve partir do próprio PT, abrindo mão da vaga ao senado. Ou seja: Wellington deve convencer seus aliados dessa importância.

“Cada um que cuide de seus cabritos”, afirmou o deputado do PP, observando que “nós aqui vamos cuidar dos nossos” no sentido de fazer compreender a importância de abrir espaço para outros partidos. Júlio Arcoverde destaca o diálogo fluido que tem com o governador Wellington Dias e com a bancada estadual do PT.

E reafirmou a convicção de que o grupo será mantido, e que não enxerga nenhum problema na chegada do PMDB, partido que reivindica o lugar de vice na chapa de Wellington. “Temos um compromisso com a reeleição de Wellington”, afirmou.

 

Lista de Fachin 'é oportunidade'

Na entrevista ao Acorda Piauí, Julio Arcoverde também falou sobre a lista do ministro Edson Fachin, que inclui entre os 75 denunciados da elite política brasileira o senador Ciro Nogueira (PI), presidente nacional do PP. Segundo Júlio, a divulgação da lista vai dar a oportunidade de Ciro se defender.

Júlio também defendeu o fim do sigilo das delações dos ex-executivos da Odebrecht, porque acaba a especulação sobre as denúncias. Com o sigilo, avalia, muitos nomes eram colocados na mídia de forma descontextualizada. Agora, com a transparência, as pessoas tomam conhecimento sobre o que é atribuído a cada investigado.

Quer ouvir a entrevista na íntegra? Acesse o link abaixo.