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Sarna contamina todos os presídios e falta atenção médica, diz Sinpoljuspi


Kleiton Holanda, do Sinpoljuspi, cobra ação do Estado para garantir saúde nos presídios piauienses

 

Todos os presídios do Piauí estão contaminados, com ampla presença da escabiose (sarna) entre detentos e sem atenção médica por parte da Secretaria de Justiça. Foi o que afirmou hoje cedo ao Acorda Piauí (Rádio Cidade Verde) o presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Estado do Piauí (Sinpoljuspi), Kleiton Holanda.

Esse quadro tem um agravante: a pequena atenção que ainda é dada à saúde dos presidiários, em Teresina, acontece nas UPAs mantidas pelo município – o que geraria riscos para o cidadão que usa essas unidades de saúde. Segundo Kleiton, essa situação ocorre porque as unidades básicas que deveriam funcionar em cada presídio não funcionam por falta de equipamento ou pela ausência de pessoal contrato. “A maior parte não aparece”, denuncia.

Segundo o presidente do Sinpoljuspi, a ocorrência de sarna no presídio de Esperantina não é um caso isolado. “É uma pandemia. Está em todas as unidades prisionais”, afirma. E alerta para a falta de cuidados no tratamento da doença. “A Secretaria de Justiça não tem competência sequer para combater uma coceira”, ataca.

Segundo relata, o procedimento adotado pela secretaria no presídio de Esperantina foi dedetizar as celas. “Dedetizar é para inseto. Escabiose se trata com remédio”, diz, observando que falta medicamento em todos os presídios. Também alerta para o risco da doença se alastrar fora das unidades prisionais.

Para Kleiton, isso é possível porque há uma relação dos detentos com muitas pessoas. Lembra que eles recebem as visitas de familiares, bem ciomo dos advogados e de juízes. Essas pessoas entram em contato com detentos infectados e carregam consigo a doença, trazendo para fora dos presídios.

No link abaixo, você pode ouvir a íntegra da entrevista de Kleiton Holanda à Rádio Cidade Verde.