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PMDB sempre foi oportunista, diz Gilberto Paixão


Gilberto Paixão: novo presidente do PT em Teresina quer partido mais ligado aos movimentos sociais

 

O PT de Teresina pode ser um importante condutor do debate em torno dos rumos do partido nas eleições do próximo ano. É o que deixa entrever o ex-vereador Gilberto Paixão, que ontem se elegeu presidente do diretório do PT em Teresina. Paixão concedeu  entrevista hoje cedo ao Acorda Piauí, na rádio Cidade Verde. E manifesta a preocupação com o tamanho do espaço ocupado pelo PMDB no governo de Wellington Dias.

O novo presidente do PT na capital quer que o partido tenha uma discussão série sobre as eleições de 2018, inclusive a composição em torno da candidatura de Wellington Dias à reeleição. Nesse caso, destaca a escolha do vice, já que poderá implicar na entrega do governo ao aliado em 2022 (caso Wellington se desincompatibilize para disputar o Senado).

O receio é exemplificado com a escolha de Michel Temer (PMDB) para vice de Dilma Rousseff, que terminou assumindo o governo com bandeiras bem diversas das defendidas pelo PT. “O PMDB sempre foi oportunista”, diz Paixão, observando que o partido não reúne as condições para pleitear diretamente o cargo (de presidente ou de governador) e se associa ao PT, para depois assumir o cargo de carona.

Diante disso, alerta para a composição da chapa de Wellington, em 2018. Paixão aponta o risco de ver um governo conquistado pelo PT entregue a um aliado sem os mesmos compromissos. Daí, apresenta uma proposta radical: acha que Wellington deveria permanecer no cargo para não entregar a quem não compartilha os compromissos petistas.

Gilberto Paixão diz que assume o PT municipal com algumas teses que buscam resgatar a trajetória histórica do partido. Entre elas a de reaproximar o partido dos movimentos social e sindical. Entende que houve negligência nesse sentido, sobretudo durante o governo Dilma.

Paixão quer promover o debate sobre a trajetória futura do partido. Nessa discussão, pede uma reflexão sobre a conduta petista dos últimos anos. Entende que Lula não poderia ter governado sem aliança com setores da direita, mas acha que o preço pago pelo PT foi muito alto. Nesse sentido, também critica o afastamento dos movimentos sociais.

Outro ponto destacado por Gilberto Paixão é a ação do PT na capital piauiense. Ele criticou a imposição de uma aliança de pouca aceitação, nas eleições de 2016. E acha que o PT deve se  preparar para ter candidatura própria competitiva nas eleições de 2020.

A íntegra da entrevista de Gilberto Paixão você pode conferir no link abaixo.