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Possibilidade de mais um suplente causa reação. Nem Ismar quer


Ismar Marques: em desacordo com a possibilidade de se licenciar da Assembleia Legislativa

 

A possibilidade de mais um suplente chegar à Assembleia está causando reação em alguns segmentos dentro do próprio legislativo estadual. As articulações visam deslocar Ismar Marques (PSB), um suplente em exercício, para um outro cargo e assim dar lugar a B. Sá Filho, que seria o 14° suplente a assumir cadeira nesta legislatura. Nem Ismar está gostando da ideia. Muito menos o deputado Robert Rios.

Pela articulação em curso, Ismar Marques seria deslocado para a Fundalegis, saindo na condição de deputado licenciado. Com isso, manteria o salário de deputado. E deixaria a cadeira para B. Sazinho, como é conhecido o filho do ex-deputado B. Sá. Ocorre que Ismar não está gostando da mudança, segundo revelam alguns de seus pares.

Assumir a Fundalegis não é pouca coisa: o órgão controla uma série de serviços no âmbito da Assembleia, incluindo os cursos de qualificação profissional, com forte apelo popular. Mas Ismar gostou de retornar à Assembleia. E prefere ficar onde está. Além disso, outros deputados já assumiram a Fundação do legislativo sem precisar deixar a cadeira – caso dos deputados Luciano Nunes e Wilson Brandão.

O problema é que suplente nem sempre faz o que deseja. Neste caso, o retorno do suplente Ismar passou por uma ação direta do deputado Themístocles Filho – que em março levará Ismar para o PMDB. E a tentativa de levar B. Sá Filho para a Assembleia passa pela vontade do PP de agradar o grupo de B. Sá.

 

Assembleia perde legitimidade, diz Robert

A possibilidade de mudança encontra reação em outros deputados, especialmente os da oposição. Quem verbaliza esse descontentamento de forma mais inequívoca é o deputado Robert Rios (PDT). Ele acha que mais um suplente na casa deslegitima o Legislativo.

A deslegitimação ocorreria por dois motivos. Primeiro, que os ocupantes das cadeiras não foram eleitos. Segundo, que suplente nunca tem a autonomia de um titular. Isso tendo em conta que um suplente está no exercício do mandato sempre pela deferência de terceiros – quase sempre, o governador. E esses suplentes terminam sendo fieis seguidores da vontade desses terceiros. Para Robert, a Assembleia ficaria sem força, como uma espécie de apêndice do Palácio de Karnak.