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Nada de PT, PMDB ou PSDB. Maior partido é o da JBS. Depois, o da Odebrecht.


Congresso Nacional: ampla parcela dos parlamentares recebeu financiamento da JBS e Odebrecht

 

Segundo os dados do TSE, as maiores bancadas da Câmara resultante das eleições de 2014 eram, pela ordem, as do PT (69 deputados), PMDB (65), PSDB (54) e PP (38). As evidências a partir das delações no âmbito da Lava Jato mostram outra coisa: os grandes partidos brasileiros eram os constituídos pelo rol de financiados pela empreiteira Odebrecht e a “rainha do bife”, a JBS.

Dos eleitos para a Câmara dos Deputados em 2014, a JBS injetou dinheiro em 165 eleitos – o que significa cerca de um terço da Casa (exatos 32,16% dos deputados). Pouco menos que a soma dos três principais partidos do governo Dilma: PT, PMDB e PP. No senado, a parcela de representantes da JBS fica até um pouco mais alta: 34,5% dos senadores – isto é, 28 dos 81 senadores, parte eleita em 2014, parte em 2010.

As delações dos executivos da Odebrecht apontaram uma representação no Senado semelhante à bancada do bife. Mas a bancada da empreiteira na Câmara fica longe da conseguida pela JBS: cerca de 40 deputados.

Mesmo considerando a superposição – parlamentares que receberam das duas mega financiadoras da política brasileira –, pode-se dizer que o número de representantes de Odebrecht e JBS é majoritária no senado e não fica muito longe da maioria também na Câmara. Podiam, sem muito esforço, ditar os rumos do país.

E o que as investigações tem mostrado é exatamente isso: Marcelo Odebrecht ditava decretos para ministros de Dilma Rousseff; Joesley Batista definia estratégias com o presidente Michel Temer. Tinham as rédeas do país nas mãos: direcionavam licitações, moldavam Medidas Provisórias, escolhiam obras a serem financiadas dentro e fora do Brasil, elegiam os beneficiados pelos recursos do BNDES etc etc.

Na prática, tinham governos e governantes debaixo do braço. Como poderia ser diferente? Todos com o rabo preso, pelo financiamento formal e, mais ainda, pela grana solta que corria por baixo dos panos.

Veja abaixo o tamanho da bancada da JBS, segundo levantamento do jornal O Estado de S. Paulo.