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Políticos se unem em torno do drama da BR 135, com resultados


Lideranças do Piauí no Ministério do Planejamento, quinta-feira: ação conjunta pela BR 135 traz resultados rápidos

 

Uma tragédia uniu as principais lideranças políticas do Estado e conseguiu o que se espera desse tipo de soma de forças: resultados. A tragédia é a realidade da BR 135, traduzida em números gritantes. São 35 mortes em meio ano, o que faz do trecho dessa estrada federal no Piauí responsável por quase um terço das vítimas fatais em rodovias que cortam o Estado.

O resultado foi o compromisso, ontem, do governo federal, no sentido de liberar recursos extras e em caráter emergencial para ações imediatas em pontos críticos na BR 135. A reunião que assegurou a liberação aconteceu no Ministério do Planejamento, e teve a participação de toda a bancada federal, representantes do legislativo estadual, o governo do Piauí e prefeitos.

A mobilização mostra que tem sentido uma velha reclamação, apregoando que nossas lideranças políticas não se unem em torno de temas maiores de interesse do Estado. O drama da BR 135 mostrou que pode haver união, sim. E que os resultados surgem muito mais rapidamente quando se sai do discurso para a prática.

Há de se reconhecer que há alguns temas que podem unir as lideranças políticas. Mas há uma efetiva carências quanto às estratégias fundamentais que levariam à escolha desses temas prioritários.

O Blog se atreve a relacionar alguns temas que bem poderiam gerar uma luta comum:

Grande Teresina: a capital e seu entorno tem várias demandas fundamentais como o novo aeroporto, reforço da infraestrutura energética, duplicação das rodovias de acesso, centro materno-infantil e obras de mobilidade na capital. Vale uma mobilização de todos.
Transnordestina: não é uma demanda do centro-sul piauiense, mas de todo o Estado.
Rio Parnaíba: a preservação do rio é urgente e importante para o Piauí e para o Brasil.
Combate às secas: para enfrentar as secas, há propostas como novas barragens, adutora do sertão e até a transposição de água de Sobradinho. Cabe definir as estratégias comuns.
Porto de Luís Correia: a primeira decisão estratégica é decidir o que fazer com a obra – se um porto de carga ou turístico. E brigar por esse projeto específico dentro de um projeto maior.
Ferroria TransPiauí: o nome foi inventado aqui, mas se refere à ideia – que consta de planos estatais – de ligar o Piauí de norte a sul por via férrea. Conectaria todos os nossos potenciais produtivos, ligando-se ainda à Transnordestina.

O exemplo da BR 135 está aí para mostrar que falta agora escolher umas duas ou três prioridades (em separado ou, de preferência, em bloco) para em seguida brigar por elas. Conjuntamente. Somando forças.

Se assim for, o resultado logo aparece.