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Com 'distritão', eleitos para Alepi e Câmara não seriam os mesmos

Apontado como uma das poucas mudanças a ser implantada pela “reforma política” a ser votada até 2 de outubro pelo Congresso, o “distritão” mudaria a relação de eleitos pelos piauienses. Olhando para o resultado de 2014, dois dos eleitos para a Assembleia Legislativa e um para a Câmara não teriam conseguido mandato. E a mudança teria sido enorme no caso da lista de suplentes.

O “distritão” deve ser, junto com o financiamento de campanha, a grande mudança para as eleições de 2018. E, se realmente implantado, pode alterar muita coisa, principalmente na estratégia de candidaturas e a desistência de muitos candidatos que somariam para o partido, sem perspectivas de vitória. Agora, essa estratégia, tão importante para as pequenas siglas, deixa de ser relevante.

A questão é que a eleição para deputado (estadual ou federal) deixaria de ser proporcional e passaria a majoritária. Ou seja: o “distritão” desconsidera coeficiente de partidos e soma de votos para uma mesma legenda ou coligação. São eleitos os mais votados. Ponto.

No caso do Piauí, seriam eleitos para a Assembleia Legislativa os 30 mais votados. E os suplentes seriam os seguintes na ordem de votação nominal, independente de partido. Pelo resultado de 2014, dois eleitos não teriam conseguido mandato: Evaldo Gomes (PTC) e Dr. Hélio (PR). Evaldo passaria à condição de 4º suplente e Dr. Hélio, para a 17ª suplência. Teriam conquistado mandato Antônio Felix (PSD) e Belê Medeiros (à época, PSB).

Nomes que hoje ocupam suplência na Assembleia teriam muita dificuldade para assumir uma cadeira. Um exemplo é o líder do governo, deputado João de Deus (PT), que ficaria em distante 19ª suplência; ou Zé Hamilton (PTB), na 20ª. Se fosse para chamar 12 suplentes, seriam, pela ordem: Ziza Carvalho, Ismar Marques, Aluízio Martins, Evaldo Gomes, Mauro Tapety, Teresa Brito, Cícero Magalhães, Henrique Rebelo, B. Sá Filho, Tadeu maia, Brenno Andrade e Tiago Vasconcelos. Nessas condições, dificilmente tantos seriam chamados.

No caso da Câmara Federal, o suplente Flávio Nogueira (PDT) teria sido eleito. E Fábio Abreu cairia para a primeira suplência, seguido de Marllos Sampaio (PMDB). Se tivesse que chamar dois suplentes, como faz hoje, o governador Wellington Dias chamaria Fábio e Marllos.