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Piauí vive da ‘diplomacia do pires na mão’, diz economista


Ricardo Allagio, nos estudios da Cidade Verde: Piauí vive da "diplocacia do pires na mão"

 

O Brasil ainda vai penar algum tempo até sair efetivamente da crise, especialmente por alguns entraves, como as contas públicas distantes do equilíbrio. E esse desequilíbrio afeta especialmente alguns estados, como o Piauí, excessivamente dependente das transferências federais.

Quem diz isso é Ricardo Allagio, professor do Curso de Economia da Universidade Federal do Piauí (UFPI). O mais grave, segundo ele, é que o horizonte do estado é mais estreito, tendo em conta a falta de ações de longo prazo. “O Piauí vive da diplomacia do pires na mão”, afirma. E acrescenta: “Qualquer migalha que cai no prato é bem recebida”.

Ricardo Allagio concedeu hoje cedo entrevista ao Acorda Piauí, na rádio Cidade Verde. Disse que o Piauí foi um dos últimos a entrar na crise, mas tende a ser um dos últimos a sair precisamente por essa dependência das transferências. Essa dificuldade atinge tantos os estados quanto os municípios. “A situação de estados e municípios é desesperadora”, acrescenta.

No contexto nacional, avalia que há alguns sinais positivo na economia, como a queda da inflação, aumento do consumo e um saldo positivo do emprego. Mas por enquanto prefere dizer que a economia “deixou de piorar”, já que a crise herdada de Lula e Dilma é muito grande.

Na entrevista, o economista fala ainda das perspectivas do país. E, sem dar muitas asas ao otimismo, acha que a grande virada na economia brasileira só se dará com a eleição do novo presidente, em 2018 – e mesmo assim, se esse presidente tiver a capacidade de tirar o Brasil da divisão política que agrava a situação.

Para ouvir a entrevista completas de Ricardo Allagio, acesse o arquivo abaixo.