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Imagine se não tivesse crise política: dólar cai e bolsa sobe em julho


Bovespa: mesmo com a grave crise política, a economia reage e ações na bolsa sobem 4,8% em julho

 

Eita país danado de forte: num dos meses mais convulsos da longa crise política vivida pelo Brasil, julho registrou queda na cotação do dólar e alta nos negócios na bolsa de valores. Um sinal de confiança no país e um olhar positivo sobre os últimos indicadores econômicos. Agora, imagina se não vivêssemos uma das mais complicadas crises políticas do país, incluindo uma denúncia contra o próprio Presidente da República!

Não por acaso, o mês de julho consolidou uma série de boas tendências: queda da inflação, aumento do emprego (dois trimestres seguidos), redução dos juros, aumento do consumo e queda no endividamento dos brasileiros. Tudo isso gerou confiança e o cidadão começa a diminuir o medo de fazer planos. Volta a ter (ou pelo menos, a desenhar) horizontes.

E julho teve boa notícia até da política: o Congresso aprovou a reforma trabalhista. A aprovação das novas regras trabalhistas foi motivo de comemoração entre os empresários, o que amplia a disposição para novos investimentos.  

O mercado também mantém a esperança com a manutenção de uma equipe econômica que reverte a sequência de dois anos de recessão, o duro biênio 2015-2016 que fabricou a mais terrível crise econômica da história do país. Tem mais: mesmo a possibilidade de mudança imediata do presidente não traz uma perspectiva de alteração no núcleo dessa equipe que é apontada como a principal responsável pelos bons indicadores dos últimos meses.

Assim, se o mercado está confiante, os números saem: o dólar fechou o mês cotado ao redor dos R$ 3,10, uma redução de 5,87% desde primeiro de julho.  Dólar em queda significa que o investidor não está escondendo o seu dinheiro na segurança de uma moeda que não será afetada pelas incertezas internas. E se o dinheiro são se esconde atrás do dólar, ele termina indo para a bolsa, para investimentos concretos.

Aplicar em ações significa que o dinheiro está sendo investido aqui, capitalizando empresas e dando força à atividade econômica. E os números da bolsa são animadores: o principal indicador da Bovespa fechou ontem em alta. Esta foi uma regra no mês de julho, que chegou ao final com uma alta média nas ações da ordem de 4,8%. Desde janeiro, a alta acumulada é de 9,45%.

A partir de amanhã, o mercado segue se movimentando com um olho na cotação e outro na política. Isso por conta da votação na Câmara sobre a denúncia contra o presidente Michel Temer. Mas o olhar principal será mesmo para as cotações e para as oportunidades de investimento que podem surgir. Porque a crise política está aí. Mas o Brasil parece mostrar que é maior que toda a crise.