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Tem as reformas. Mas clima eleitoral passa a dominar Congresso


Congresso: de olho em 2018, clima eleitoral vai predominar no segundo semestre

 

Passada a tempestade da votação sobre a denúncia da PGR contra o presidente Michel Temer, o Congresso Nacional tenta definir uma agenda que possa ser efetivamente factivel. Alguns temas aparecem no horizonte, mas o que deve predominar mesmo é o que já vinha norteando os ânimos dos congressistas: a perspectiva das eleições de 2018. E qualquer tema que aparecer deverá passar por esse filtro que costuma dar lugar aos discursos em detrimentos dos argumentos.

O Congresso tem três reformas à vista:

Reforma Tributária: está longe de ser uma proposta que se preocupa com a relação entre os entes federados. Tem o olhar quase único do governo Federal. E isso é um complicador em para parlamentares que precisam fazer acernos às bases.
Reforma da Previdência: polêmica desde o nascedouro, não é uma simples questão de  Governo x Oposição. Os interesses corporativos falam mais alto. E a reforma pode simplesmente não ser apreciada, apesar de está no alto das prioridades do governo.
Reforma política: é a única que tem prazo para acontecer. Ou é aprovada pelo menos um ano antes da próxima eleição, ou só valerá para 2020. Como os deputados e senadores têm interesse direto, é também a única que com certeza vai ser votada. E, também pelos interesses dos parlamentares, deve mudar muito pouca coisa.

A própria reforma política já implica em um clima pré-eleitoral: a partir dela saberemos as regras da disputa de 2018 e ficará mais clara a intenção nos movimentos de partidos e políticos. As mudanças mais impactantes nas relações entre candidatos é o financiamento público e a instituição do chamado Distritão.

Com as estratégias colocadas na mesa os aliados potenciais  começando a se delinearem mais claramente, as movimentações (e os discursos) no Congresso serão cada vez mais direcionados para outubro de 2018.

O resto é só consequência.