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‘Distritão é volta do caciquismo’, diz Regina Sousa


Regina Sousa: voto Distritão é grave ameaça à Democracia ao beneficiaro poder econõmico

A senadora Regina Sousa (PT-PI) fez duras críticas à reforma política que está sendo desenhada no Congresso, em especial à possibilidade de adoção do Distritão. Para Regina – que participou hoje cedo do Acorda Piauí, na rádio Cidade Verde –, “o distritão é a volta do caciquismo”, na medida em que vai beneficiar os que têm dinheiro.

O distritão, que sai da comissão de reforma política da Câmara como proposta para as eleições de 2018 e 2020, transforma em majoritárias as disputas para deputado federal, deputado estadual e vereador. Se aprovado, o moderlo vai substituir o sistema atual, proporcional, que define os eleitos segundo o volume de votos alcançados por partidos e coligações.

“O distritão é o fim da política”, afirma ela, observando que vai transformar o Parlamento em uma casa de poderosos e de famosos. Regina também comenta sobre a possibilidade do financiamento público, com um Fundo Eleitoral previsto de R$ 3,6 bilhões para as próximas eleições. Ela defende o financiamento público, mas acha difícil, no momento atual do país, justificar um fundo dessa magnitude.

— Acho que ele pode ser um quinto desse valor – afirma.

A senadora manifestou sua posição contrária ao financiamento privado, que já mostrou ser extremamente nocivo, na medida em que cria uma relação espúria da política com as empresas. Mas reconhece que há um movimento dentro do Congresso que tenta restabelecer esse tipo de financiamento. E confessa temer pela volta do antigo modelo.

Crime de estupro imprescritível

A senadora Regina Sousa também falou sobre a aprovação no Senado do projeto de Lei que torna imprescritível o crime do estupro. Para ela, essa nova lei vai ser mais um instrumento importante para combater a cultura do estupro, tão forte no Brasil.

Mas Regina advertiu que a lei é só uma parte no enfrentamento, porque deve-se combater toda a cultura da violência que toma como natural certas atitudes, a exemplo da violência contra a mulher, incluindo o estupro. E esse é um aspecto cultural que deve ser trabalhado de forma permanente.