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PSB e PSDB devem adiar congressos. Causa: crises internas


João Doria e Geraldo Alckmin: de olho em 2018, aliados de 2016 já não se entendem e dividem o partido

 

A crise interna vivida tanto no PSDB quanto no PSB deve levar as duas siglas a modificarem o cronograma de eventos programado para este segundo semestre. O PSB deve adiar provavelmente para o início do próximo ano o Congresso marcado para outubro, na tentativa de unir governistas e oposicionistas que dividem o partido. E o PSDB cogita mudar todo o cronograma de eventos do semestre, para não esgarçar de vez a tensa relação interna, inclusive a que começa a afastar Geraldo Alckmin de seu ex-pupilo João Dória Jr.

No PSB a divisão é entre os grupos de São Paulo (liderado pelo vice-governador Márcio França) e o de Pernambuco (liderado pelo governador Paulo Câmara). Os pernambucanos querem um PSB longe do governo e alinhado à esfera do PT. Já os paulistas se somam às pretensões do tucano Alckmin. E a refrega dos dois grupos divide o partido ao meio.

O partido já percebeu que, se mantiver o Congresso de outubro, sairá do encontro aos pedaços, e diante de uma cenário político nacional muito, muito indefinido. Para não sair pior do que já está, o adiamento do encontro parece ser a melhor saída. Vão tentar algum tipo de entendimento para um Congresso que poderia acontecer só no início do ano.

É uma tentativa. Mas as forças internas avaliam como muito difícil a possibilidade de reunificação. O adiamento só retardaria a ruptura completa.

 

PSDB já olha mais para Doria

O cronograma de eventos do PSDB para este semestre prevê os encontros municipais em outubro, os congressos estaduais em novembro e um encaminhamento nacional em dezembro. Muitos acreditavam que dezembro era um bom momento para o partido decidir logo quem será seu candidato. Mas os tucanos começam a mudar de ideia.

A leitura de parte crescente no partido é que o cronograma é a favor de Alckmin, empenhado em se viabilizar como candidato tucano à Presidência da República. Mas não há mais certeza de que a melhor opção para o partido é mesmo o atual governador de São Paulo. Os que se perfilam a favor de Doria querem a mudança no calendário. E pode acontecer, sim.

Essa é uma discussão que vai ser posta na mesa nestes próximos dias. Mas, diante da tradicional dificuldade tucana de decidir algo, pode ser que fique também para depois. E acabe nem mudando o calendário.