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PT busca alternativas a Lula para 2018


Jaques Wagner: diante da possibilidade de não ter Lula, ex-governador da Bahia é uma das alternativas do PT para 2018

 

Oficialmente, a declaração se repete: o PT não tem plano B, tem só e somente só o plano L, de Lula. Mas, na prática, a possibilidade real de condenação do ex-presidente em segunda instância faz o PT discutir alternativas do partido para as eleições de 2018.

Nas andanças pelo Nordeste, o próprio Lula badalou o nome do ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad. Na Bahia, também festejou o nome do ex-governador baiano Jaques Wagner. E no Piauí não deixou de destacar o nome de Wellington Dias como uma opção a ser considerada para o Planalto.

A possibilidade de Wellington era tema de conversas entre deputados, ontem, na Assembleia Legislativa do Piauí. Mas é uma alternativa que nem mesmo petistas do Legislativo estadual dão muita importância. Wellington tem um cenário que atualmente se mostra favorável à permanência no Palácio do Karnak. Ponto.

Daí, a discussão sobre a alternativa a Lula na disputa pela presidência da República se afunila. Nacionalmente, são citados diversos nomes, como os senadores Gleisi Hoffmann (PR) e Lindbergh Farias (RJ). Mas os dois são vistos como pouco maleáveis em uma eleição que o PT precisará ter a capacidade de sair de sua casinha e alcançar outro eleitorado, sobretudo mais ao centro. Gleisi e Lindbergh ficam quase que restritos às especulações.

O nome de Haddad, tão festejado por Lula, tem um senão: saiu mal do mandato como prefeito de São Paulo, com uma derrota acachapante. Nem o fato de ser do principal reduto do país ajuda tanto, já que dono de acentuada rejeição por lá. Tem a favor a capacidade de comunicação e a gestão no ministério da Educação, que poderia ser exibida como trunfo dos compromissos sociais: expansão de vagas, Prouni etc.

Jacques Wagner ganha força pela capacidade de articulação e de diálogo com os mais diversos setores, além de não ter que dar muitas explicações sobre os escândalos que envolvem muitas estrelas petistas. Tem contra si a pouca visibilidade no centro-sul do país. Também, no boca a boca, é “queimado” por um estilo de vida mais relaxado, bem baiano. Resta saber se isso, de verdade, tira voto.

De qualquer forma, as opções petistas vão consumir ainda uma boa e longa discussão dentro do partido.

 

Ciro, a opção não-petista do PT?

Para um partido como o PT, é difícil aceitar a possibilidade de buscar opção eleitoral em outra sigla. Mas isso não está de todo descartado em 2018. E, olhando o que há no cardápio de candidatos à esquerda, o nome de Ciro Gomes (PDT) está ali na prateleira.

Ciro Gomes tem se posicionado como fiel aliado de Lula, pelo menos nesses últimos dois ou três anos. Costumeiramente usa as redes sociais para desancar os adversários petistas, numa linguagem dura e direta que deve fazer a alegria de muitos lulistas.

O problema de Ciro, no entanto, é essa língua excessivamente afiada. Por vezes bate até nos aliados. E recentemente não deixou de dar alfinetadas em petistas. Essa mesma língua afiada afasta possíveis apoios ao centro, temerosos da mudança de humor do agora membro do PDT.