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Oposição busca um candidato ao Karnak


Firmino Filho e Wellington Dias: nomes que podem (ou não) se enfrentar na disputa pelo Karnak em 2018

 

Na corrida para 2018, o que não falta é candidato ao Senado, no lago governista e no oposicionista. E faltam nomes para a disputa pelo Palácio de Karnak. A oposição tem uma lista de possibilidades, mas nenhuma concretude até agora.

Que o governo só tenha um candidato ao Karnak é natural: o governador do momento tem a óbvia preferência, ainda mais no caso de um Wellington Dias (PT) que vem sabendo construir uma boa base de apoio com esse compromisso de apoio à reeleição. Mas na oposição há até nomes sonhados, mas nada vislumbra uma alternativa razoavelmente desenhada.

Os oposicionistas têm uma clara preferência: o prefeito Firmino Filho (PSDB), que poderia construir uma base ampla a partir de um racha na aliança governista. Mas Firmino tem dado sinais desencontrados, ainda que a maioria seja no sentido de que não será candidato. E – pasmem! –, chegou a dizer que não teria constrangimentos em votar em Wellington Dias. Isso mesmo: o nome sonhado pela oposição lança confetes no chefe do governo.

Diante de uma real possibilidade de não ver Firmino candidato, a oposição busca alternativas. Pensa em um não-político (por exemplo, um empresário) que nunca aparece. Pensa também em João Vicente Claudino, que está a meio caminho de voltar ao PTB. Na prática, isso pode significar mais um aliado governista. Norberto Campelo (Podemos) ensaia os primeiros passos políticos, sem ainda arrebatar paixões. E Freitas Neto, filiado ao PSDB mas sem estar preso ao tucanato, se coloca como alternativa. Freitas Recebe elogios de meio mundo. Mas nenhum apoio pra valer – pelo menos por enquanto.

O deputado estadual Dr. Pessoa (PSD) se oferece e busca legenda para acomodar-se – já que o seu partido é governista até a medula. A oferta, também, não causa grandes ressonâncias. Mas vale notar: é cada vez maior o número de oposicionistas que começam a tomar o nome do Dr. Pessoa como alternativa concreta.

É a história do “não tem tu, vai tu mesmo”.

 

Oposição precisa de um palanque

A oposição deseja sim, um candidato forte. Mais que desejar, precisa! E precisa para ter um palanque que garanta discurso e transfira competitividade aos candidatos a deputado e também aos que pretendem disputar o Senado.

Certo desse desejo, o ex-governador Freitas Neto avalia que, inevitavelmente, vai surgir um movimento dos oposicionistas em torno de um candidato forte. Ele acredita que a enorme barca arranjada pelo governador Wellington Dias (PT) pode fazer água. E a oposição passa a ter a chance de recolher boa parte dos náufragos (ou descontentes) da arca governista. Aí surgiria o tal movimento.