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Só 20% das piauienses fazem prevenção do câncer de mama


Dr. Sabas Vieira, nos Estudios da Cidade Verde: só 20% das mulheres piauienses fazem prevenção

 

No Piauí, apenas 20% das mulheres fazem exames para detecção do câncer de mama. Em Teresina, essa média chega a 40%, mas ainda assim é um percentual muito abaixo dos 70% de cobertura recomendado pela Organização Mundial de Saúde.

Os dados foram revelados pelo médico mastologista Sabas Carlos Vieira, professor da UFPI. Em entrevista ao Acorda Piauí, hoje cedo na Rádio Cidade Verde, o Dr. Sabas advertiu para o crescimento dos casos de câncer, que – se permanecer no ritmo atual – se encaminha para se tornar a principal causa de mortes.

Uma das razões para esse crescimento dos casos de câncer está associado aos hábitos atuais, como a ingestão de alimentos processados – por exemplo, embutidos e conservas – que contam com produtos químicos cancerígenos. O médico disse que esses produtos provocam variações genéticas que levam ao câncer.

A propósito do Outubro Rosa, o Dr. Sabas Vieira fez considerações específicas sobre o câncer de mama, observando a necessidade de prevenção. Ressalta a importância dos exames regulares, já que o câncer de mama tem conseqüências menos dramáticas quando diagnosticado precocemente. Foi aí quando lembrou que o Piauí ainda apresenta uma realidade muito distante da ideal, onde somente 20% das mulheres fazem a prevenção.

O médico apresentou uma série de dados. Disse que a cada ano, no mundo, surge 1,7 milhão de novos casos de câncer de mama. No Brasil são 60 mil e, no Piauí, 600 novos casos.

O mastologista ressaltou o estigma da doença, que no caso do câncer de mama é duplo: pela doença em si e pelo fato de afetar um órgão importante para a mulher, pelo aspecto da feminilidade e da maternidade. Em muitos casos, mulheres que passam por mastectomia (retirada do seio) terminam vendo o afastamento do parceiro.

Essa situação, conforme o Dr. Sabas, exige uma atenção diferenciada. Ele revela o esforço de envolver o entorno afetivo das pacientes no tratamento.

Para ouvir a integra da entrevista do Dr. Sabas Carlos Vieira, acesse o link abaixo.