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Piauí terá ‘guerra orçamentária’ para viabilizar projetos


Deputado Átila Lira: união da bancada para emplacar obras prioritárias para o Estado do Piauí

 

A discussão sobre o Orçamento da União tem duas notícias para o Piauí. Uma boa e outra ruim. A boa é que, diferente de muitos outros momentos da nossa história política, estamos vendo a bancada federal conversando e definindo projetos de alcance geral. A má notícia é que a bancada precisará estar muito, muito unida para conseguir fazer valer os interesses do Estado na hora de desenhar o Orçamento de 2018. Isso porque a escassez de recursos vai fazer da discussão do Orçamento do próximo ano uma guerra como há muito não se via.

Nas discussões preliminares ainda no primeiro semestre, a bancada definiu as prioridades das emendas parlamentares: saúde e infraestrutura (especificamente a BR 135). Saúde não chega a ser uma novidade: por lei, metade das emendas individuais devem ser para a saúde, uma área absolutamente crítica e onde as emendas parlamentares estão injetando os recursos que as diretrizes do Governo Federal não alcançam – por miopia ou liseira.  

Os problemas começam aí: a obra de redimensionamento da BR 135 é orçada em cerca de R$ 350 milhões. Realizá-la à base de emenda é impor um regime de conta-gotas, e que ainda fica atrelado ao humor do governo (que pode passar um ano inteiro para liberar os recursos). Daí, o coordenador da bancada federal do Piauí, deputado Atila Lira (PSB) quer ver a obra da BR 135 no próprio Orçamento da União.

Essa é a má notícia. O Brasil inteiro está adotando a mesma estratégia de buscar assegurar recursos para obras estratégicas. O próprio ministro dos Transportes, Maurício Quintela, reconhece a guerra que estar por vi: “A luta orçamentária vai ser mais acirrada do que nunca”, disse ele.

Falta dinheiro e sobram dificuldades, começando pelos limites estabelecido pelo teto de gastos. Vai ser um cabo de guerra, cada pasta tentando puxar um pedacinho do orçamento para si. O mesmo vai acontecer com os estados. No caso do Piauí, o que não falta é prioridade em um estado que há décadas cobra da União ações transformadoras.

As obras de redimensionamento da BR 135 se tornaram prioridade por vários motivos. Sobretudo, ela não apenas é estratégica como também é emergencial. Estratégica pelo volume de tráfego e pela importância para um território que se tornou crucial para a economia do estado e da região. Emergencial porque as estatísticas escandalizam: mais de 40 pessoas já morreram na rodovia, apenas este ano.

Além da BR 135, temos outras urgências: mobilidade urbana, outras estradas, suporte elétrico em áreas como a Grande Teresina, moradia e recursos hídricos – que a seca também está transformando em um caso emergencial. Isso quer dizer que o empenho da bancada vai ter que ser descomunal.

Mas como ela está unida como nunca, pode ser que desta vez o Piauí consiga importantes conquistas – também como nunca.