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Governo procura ministro para ter dinheiro da Cepisa


Secretário Rafael Fonteles: aproximação com o ministro das Minas e Energias para viabilizar resgate de recursos referentes à Cepisa

 

Na luta contra as dificuldades financeiras, o governo do Estado está buscando todos os meios para reforçar os cofres o mais rápido possível. E não só é com proposta de aumento de imposto. Uma das alternativas consideradas mais viáveis pelo governo é o resgate de valores junto à Eletrobrás – referente à federalização da Cepisa. Esse dinheiro, segundo cálculos da Secretaria da Fazenda, chega a cerca de R$ 180 milhões.

Para viabilizar esse aporte extra de dinheiro, o secretário da Fazenda, Rafael Fonteles, está empenhado em encontrar entendimento com o ministro das Minas e Energias, Fernando Bezerra Filho. Para tanto, está buscando apoio onde quer que seja, tanto entre políticos aliados como entre representantes da oposição ao governo Wellington Dias (PT). O apelo tem alcançado também representantes de outros estados.

O governo precisa desse recurso extra. Fora do governo, a oposição vê com apreensão o andamento da gestão estadual. Fala inclusive no alto risco de atraso salarial. Na secretaria da Fazenda, essa perspectiva é repelida, apesar do cenário de aperto total.

Nas contas dos técnicos da Fazenda, o governo fará um esforço muito grande para fechar as contas deste ano. Apesar do aperto, a avaliação é que “2017 está fechado” com alguma flexibilização contábil. Os problemas se voltam para 2018, último ano deste mandado, que exige cuidados extras na prestação de contas e no trato com os credores.

Nesses cálculos, cada centavo será fundamental para o governo manter as contas em dia. Um técnico da Fazenda revela que, já agora, cada centavo que entra na conta única tem destino mais que prioritário: a folha de pessoal do Estado. “Para manter a folha, cancela-se até compra de cafezinho”, diz em tom de ironia um técnico da Fazenda. A ironia talvez seja só para atenuar a gravidade da situação.

É nesse quadro que o governo se movimenta para assegurar os recursos extras. Primeiro, os cerca de R$ 110 milhões da proposta de aumento de imposto sobre combustíveis, telefonia e cigarro. Depois, os R$ 180 milhões que o governo pretende receber como debito da União no processo de federalização da Cepisa. Uma soma que representa o incremento de uns 4% das receitas líquidas do Estado para 2018. 

Resta saber se esse dinheiro da Cepisa sai mesmo. E, se sair, quando sai.