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Economia reage e dá esperanças de um 2018 melhor


Construção Civil: um dos setores que mais gera empregos ainda espera melhoras na economia brasileira para reagir
 
O Brasil vem se apegando, já há uns cinco anos, à esperança de um ano novo melhor, com a economia reagindo positivamente. Essas esperanças foram sendo frustradas em 2014, 2015 e especialmente em 2016. Também 2017 – que era apresentado com o ano da recuperação em grande estilo – terminou frustrando, com um aumento do PIB que não deve chegar a 1%. Agora as esperanças se voltam para 2018. E pode ser que desta vez as expectativas tenham chances de se concretizar.

Alguns números alimentam essas esperanças. Por exemplo, o consumo em alta. A projeção do comércio eletrônico é que o setor terá neste final de ano um crescimento da ordem de 18%. Claro, o comércio eletrônico é um ponto fora da curva, pela migração de negócios do ambiente físico para o virtual.

Mas é um um indicador positivo que se junta ao comércio lojista tradicional, que em outubro teve mais de 3% de aumento nas vendas, em comparação com o ano passado. Esse mesmo comércio físico faz projeções iguais ou maiores para o período de natal, o que aponta para um aumento de consumo importante neste fial de 2017.

Tudo vai ser alimentado pela injeção de R$ 200 bilhões só com o 13º salário, Brasil afora. O salário, aliás, é um fator desencadeador do consumo, a partir do ainda tímido mas real crescimento do emprego: no terceiro trimestre do ano o mercado de trabalho movimentou R$ 188,1 bilhões em salários. Isso significou quase R$ 7 bilhões a mais na economia, quase 4% a mais que o mesmo período do ano anterior. Esse número reverteu uma tendência de queda que vinha desde 2014, conforme o IBGE.

Há informações novas que apontam não apenas para os meses passados, mas para os próximos meses. É o caso da produção de automóveis: a produção de outubro foi 42,2% maior que no ano passado. E aponta para a perspectiva de vendas nos próximos meses. Quer dizer: as concessionárias estão fazendo pedidos que se transformarão em vendas neste final de ano.

Todos esses indicadores alimentam as esperanças de que o ano de 2018 será distinto dos anos anteriores.

O que ainda persiste como grande dúvida é a situação das contas públicas. Essa dúvida é importante porque o investimento público tem um peso muito grande na economia, especialmente aquele destinado às obras de infraestrutura. O déficit é enorme e não há clareza sobre a aprovação de medidas que reduzam o rombo.

De qualquer forma o governo anuncia uma série de investimentos, num bolo de ações que somam mais de R$ 40 bilhões. É o projeto Avançar, uma espécie de PAC do Temer. Dessa bolada, cerca de R$ 28 bilhões serão para obras de infraestrutura.

Se o projeto for transformado em ação, será uma enorme ajuda na concretização do sonho da retomada da economia, especialmente na geração de emprego. Sim, porque o investimento em infraestrutura e em moradia (outro item importante do Avançar) benefiia especialmente a construção civil – um setor que ainda não reagiu ao descalabro econômico que vigora desde 2014. E a construção civil pode ser um grande gerador de enmpregos, essa parte da economia que ainda tem muito o que recuperar.

É torcer para que as expectativas se confirmem .