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Oposição ainda não conta com Firmino


Prefeito Firmino Filho: A briga com o deputado Themístocles Filho não dá à oposição certeza de contar com Firmino em 2018
 

A querela do prefeito Firmino Filho (PSDB) com o PMDB de Themístocles Filho deu um ânimo a muitas lideranças da oposição, que viram na manifestação do tucano um brado de independência. E de oposicionismo. O deputado Robert Rios (PDT), sempre irônico, chegou a dizer que Firmino havia rompido com o governador Wellington Dias (PT). Há controvérsias.

De fato, de fato, a oposição ainda não conta com Firmino. Não tem nenhuma segurança sobre os rumos do prefeito: se será candidato ou ao menos se estará na oposição. E Wellington Dias usou de sua esperteza para lançar um pouco mais de fumaça nesse cenário: um dia após a querela aberta entre o tucano e Themístocles, o governador saiu de seu gabinete e foi até o Palácio da Cidade. Afagar Firmino. E espalhar dúvidas.

Apesar do ânimo trazido à oposição pela briguinha Firmino-Themístocles, poucos se atrevem a cravar um rumo para o tucano. Primeiro porque o destino do prefeito parece atrelado às decisões do senador Ciro Nogueira (PP), quem pode de uma só tacada viabilizar a oposição e fragilizar o governo. Vale lembrar, a relação de Firmino com Ciro é tão estreita que a mulher do prefeito está filiada ao partido presidido pelo senador. Mas também ninguém é capaz de cravar o futuro de Ciro.

Outro fator: Firmino também está amarrado ao PMDB de Themístocles, que indicou o vice-prefeito Luís Júnior para compor a chapa vitoriosa de 2016. Para ser candidato, Firmino terá que deixar a prefeitura até o início de abril. E é pouco provável que faça isso deixando a caneta na mão de um adversário. Fala-se no namoro dos tucanos com Luís Júnior, no sentido de atraí-lo para o tucanato e afastá-lo de Themístocles. O entorno de Junior é categórico: não contem com traição.

Para completar, há uma dúvida que paira sobre todas as outras, lembrada sobretudo pelos desafetos: a real coragem do prefeito para entrar nessa empreitada. Avalia-se que teve momentos mais favoráveis – como a disputa de 2002 – que simplesmente desperdiçou. E que agora repetiria o mesmo gesto de 2002. Inclusive com o mesmo desenho de conduta: sair da oposição para o governo, como apoio.

Os adversários repetem esse “falta de coragem”. Resta saber se por convicção ou se é simplesmente uma provocação para ser se Firmino sai mesmo para se candidatar.

Quanto à oposição, não pode fazer muito mais que esperar. Por enquanto, tem como certo o auto-oferecimento do deputado Dr. Pessoa.