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Oposição é Wilson, Robert e... quem mais?


Robert Rios e Wilson Martins: até agora, as vozes certas da oposição no Piauí para as eleições de 2018

 

Enquanto se divide entre torcer e duvidar da candidatura de Firmino Filho (PSDB) ao governo do Estado, a oposição ao governador Wellington Dias (PT) faz as contas e refaz estratégias. E conclui que o palanque está estreito. No duro, no duro, os oposicionistas contam mesmo com Wilson Martins (PSB), Robert Rios (PDT) e... quem mais? Talvez Dr. Pessoa.

O leque de possíveis candidatos pela oposição é amplo. Tem Firmino Filho, tem Dr. Pessoa (PSD), tem André Baia (sem partido), tem João Vicente (a caminho do PTB), tem Norberto Campelo (Podemos), tem... Tem quem mesmo?

Apesar de tantos nomes, a oposição não tem de fato – pelo menos até agora – nenhum candidato pra valer. Nem mesmo Dr. Pessoa, que faz lá seu cálculo particular: pode e gostaria de ser candidato a governador. Mas não sairá sozinho. Acha que só se viabiliza se tiver um segundo nome forte na oposição, para gerar um segundo turno onde (avalia ele) seria vencedor.

O nome mais desejado pela oposição, Firmino é uma grande dúvida que se mantém mesmo depois da querela com o PMDB. João Vicente Claudino já disse que pretende ser candidato da oposição. Mas também gera dúvidas. Está a caminho do PTB, onde terá duas saídas: ou verá o partido atrelado ao governo (inviabilizando a disputa contra Wellington) ou verá a debandada de lideranças (como os deputados Nerinho, Janaína Marques, Liziê Coelho e José Hamilton) que não pretendem sair da sombra do governo. Neste caso, começaria já algo debilitado.

Questionado a respeito das perspectivas da oposição, o ex-governador Wilson Martins (PSB) esquiva-se dos nomes. Mas é confiante: a oposição está crescendo. E será ainda maior até a o início de abril – quando estará terminado o prazo de filiação partidária e de desincompatibilização. Wilson tem claro: essa grande barca do governo não fica inteira. Vai haver defecções.

O discurso da oposição é pela renovação da gestão. Ataca os resultados do governo Wellington Dias, que estaria comprometendo o futuro do Estado e deixando para o sucessor um anorme abacaxi. “Vamos ter que encontrar um novo Freitas Neto”, chegou a dizer à coluna o deputado Rubem Martins, em referência à gestão de Freitas Neto (1991-94), que cuidou basicamente de ajeitar as contas do Estado, deixadas em pandarecos pelo governo Alberto Silva.

Discurso à parte, os cálculos oposicionistas esbarram na falta de alternativas. Especula-se daqui e dali, e restam certos dois nomes: Wilson Martins e Robert Rios. Acrescente-se:  e talvez Dr. Pessoa. Quando o tema é o candidato a governador, ficam só os três nomes.

Um oposicionista chega a compor as chapas possíveis, no cenário de hoje. Opção 1 (não necessariamente a preferida): Dr. Pessoa e Robert Rios para o governo, Wilson Martins para o Senado. Opção 2: Dr. Pessoa e Wilson para o governo; Robert para o Senado.

Essa conta, como lembra um oposicionista, é no cenário de agora, em que Firmino não é tido como uma alternativa concreta, tampouco João Vicente. Porque os adversários de Wellington ainda esperam ver a barca do Karnak naufragar. Ou pelos perder um bom número de passageiros.