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Reforma da Previdência não será votada, diz deputado


Deputado Marcelo Castro: lugar certo para o debate sobre a reforma da Previdência deve ser a campanha eleitoral de 2018

 

As projeções do governo já se alteraram: a expectativa de votação da reforma da Previdência, que deveria começar na próxima segunda-feira, dia 11, já foi revista para o dia 18, uma semana depois. Mas as expectativas dos governistas não combinam com a de muitos parlamentares. Como o deputado Marcelo Castro (PMDB-PI), que é categórico: a reforma não será votada este ano. Nem em 2018.

Em entrevista ao Acorda Piauí, hoje cedo, na Rádio Cidade Verde, Marcelo Castro diz que o sentimento pró-reforma arrefeceu nesses últimos dias. Ele explica que o Congresso funciona como ondas. Na semana passada, a “onda a favor” da reforma tinha crescido, mas perdeu vigor nesta semana, o que aponta para mais dificuldades para o governo fazer valer sua vontade.

O deputado piauiense também entende que a reforma, de extrema importância para o país, deve ser melhor discutida com a sociedade. Ele avalia que o governo se comunicou mal com a sociedade e não explicou bem a importância e o alcance da reforma. Avalia como “bastante razoável” a proposta de reforma apresentada, com uma regra de transição que dura 20 anos. Isto é: somente em 2038 estarão em vigor as mudanças totais, como a exigência de 62 anos (mulher) e 65 anos (homem) como idade mínima para aposentadoria.

O deputado defende que a campanha presidencial de 2018 deve ser o momento propício e adequado para a discussão da reforma. O debate dos candidatos presidenciais deve tratar do tema, gerando o compromisso dos candidatos em relação ao assunto. Para Marcelo, qualquer que seja o próximo presidente terá que fazer a reforma.

 

Caixa 2, naturalizado na política

O deputado Marcelo Castro também falou sobre a manifestação do ex-governador do Rio, Sérgio Cabral, que revelou ter declarado à Justiça Eleitoral cerca de um quinto do que efetivamente gastou na sua última campanha, em 2010. Segundo o deputado, esse tipo de declaração “estarrece a sociedade”, menos os políticos. Isso porque o caixa 2 está praticamente institucionalizado nas campanhas brasileiras.

Marcelo culpa o sistema eleitoral do país como responsável por esse tipo de desvio. Por isso defende uma profunda mudança no sistema.

Marcelo também falou sobre a disputa eleitoral no Piauí em 2018, e da relação do PMDB com o governador Wellington Dias (PT).

Para ouvir a íntegra da entrevista do deputado Marcelo Castro, acesse o arquivo abaixo.